Programa
14:00 – 15:30
Workshop - “Doutor, mas eu vi num estudo que…” – Como analisar, desconstruir e comunicar evidência científica na era da desinformação
Coordenação: Departamento de Investigação APMGF
SALA 1
Dinamizadores:
A crescente disseminação de informação médica nas redes sociais, frequentemente veiculada por influencers sem formação científica, tem vindo a transformar a relação médico-doente. Cada vez mais, os médicos são confrontados em consulta com argumentos baseados em “estudos” isolados, interpretações enviesadas da evidência ou conclusões cientificamente frágeis, o que representa um desafio tanto clínico como comunicacional.
Este workshop tem como objetivo dotar os participantes de competências práticas para a análise crítica da evidência científica e para a identificação de má evidência, pseudociência e desinformação em saúde. Serão abordados conceitos fundamentais de medicina baseada na evidência, incluindo hierarquia da evidência, vieses mais frequentes, erros de interpretação estatística, conflitos de interesse e estratégias comuns de cherry-picking científico.
Paralelamente, o workshop focar-se-á na comunicação em saúde, fornecendo ferramentas para responder de forma clara, empática e cientificamente rigorosa aos utentes, promovendo a literacia em saúde e a tomada de decisão partilhada. Através de exemplos reais, estudos de caso e exercícios práticos, os participantes irão treinar estratégias para desconstruir argumentos baseados em má evidência sem comprometer a relação terapêutica.
No final do workshop, espera-se que os médicos se sintam mais confiantes na avaliação crítica da informação científica e mais preparados para responder com ciência, clareza e empatia aos desafios da desinformação em contexto clínico.
14:00 – 15:30
Workshop - Nutrição, exercício físico e análogos do GLP-1: uma abordagem integrada no controlo do peso e da saúde metabólica
Coordenação: GENEF - APMGF
SALA 3
Dinamizadores:
Os análogos do recetor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1) têm assumido um papel crescente no tratamento da obesidade e das doenças metabólicas, demonstrando eficácia significativa na redução ponderal e na melhoria do controlo glicémico. No entanto, o seu efeito máximo e sustentado depende de uma abordagem integrada que inclua intervenções no estilo de vida, nomeadamente nutrição adequada e exercício físico regular.
Do ponto de vista nutricional, a utilização de análogos do GLP-1 associa-se a redução do apetite e da ingestão energética, o que exige uma atenção particular à qualidade da alimentação para prevenir défices nutricionais e preservar massa magra. Dietas equilibradas, ricas em proteína de elevada qualidade, fibra, micronutrientes essenciais e com padrão alimentar mediterrânico, parecem potenciar os benefícios metabólicos e contribuir para uma melhor adesão terapêutica.
O exercício físico desempenha um papel central na otimização dos resultados clínicos. O treino aeróbio contribui para a melhoria da sensibilidade à insulina e do perfil cardiovascular, enquanto o treino de força é fundamental para a manutenção da massa muscular e da taxa metabólica basal, frequentemente ameaçadas durante a perda de peso induzida por fármacos.
A combinação de ambos os tipos de exercício mostra benefícios adicionais na composição corporal, funcionalidade e qualidade de vida.
A integração de nutrição, exercício físico e terapêutica farmacológica com análogos do GLP-1 deve ser individualizada, considerando idade, comorbilidades, nível de atividade física prévio e contexto psicossocial. Nos cuidados de saúde primários, esta abordagem multidisciplinar representa uma oportunidade para promover uma perda de peso clinicamente significativa, sustentável e associada a ganhos globais em saúde.
14:00 – 15:30
Workshop - Obesidade: o essencial que sustenta o sucesso
Coordenação: Grupo Estudos de Obesidade (GEO) – APMGF
SALA 4
Dinamizadores:
A Obesidade é uma doença crónica, multifatorial e de elevada prevalência na prática da Medicina Geral e Familiar. A evolução recente das opções farmacológicas trouxe novas oportunidades terapêuticas, mas também o risco de se perder de vista aquilo que continua a ser a base indispensável da abordagem da Obesidade: nutrição, estilo de vida, contexto familiar e relação terapêutica.
Este workshop propõe lembrar o essencial, focando-se nas intervenções que não podem ser negligenciadas e que são determinantes para assegurar resultados sustentáveis a longo prazo, independentemente da utilização (ou não) de terapêutica farmacológica.
Com uma abordagem prática e orientada para a realidade da consulta de Medicina Geral e Familiar, o workshop organiza-se em três eixos fundamentais:
- Nutrição: o essencial que faz a diferença, com mensagens simples, claras e exequíveis para discutir em consulta, afastando abordagens complexas ou irrealistas e reforçando pequenos ajustes com impacto real.
- Mudanças de estilo de vida em contexto familiar, valorizando o papel da família na adoção e manutenção de comportamentos saudáveis e apresentando estratégias concretas para envolver o agregado familiar no plano terapêutico.
- Entrevista motivacional aplicada à Obesidade, com ferramentas práticas para estruturar a conversa clínica, gerir ambivalência, lidar com frustração e definir objetivos realistas, progressivos e mensuráveis.
Este workshop não será naturalmente um curso exaustivo sobre Obesidade, mas sim um espaço de consolidação das bases que sustentam qualquer intervenção terapêutica eficaz. No final da sessão, os participantes deverão sair com instrumentos concretos e aplicáveis, reforçando que os medicamentos são uma ferramenta importante, mas que sem o essencial bem trabalhado não há resultados duradouros.
14:00 – 15:30
Workshop - Perturbações do humor ansioso e depressivo
Coordenação: Grupo Estudos Saude Mental - APMGF
SALA 5
Dinamizadores:
A área da saúde mental representa um dos maiores desafios de saúde pública em Portugal, pela elevada carga global por doença no país. Estudos epidemiológicos indicam que mais de um quinto da população adulta portuguesa apresenta pelo menos uma perturbação psiquiátrica, com perturbações de ansiedade e depressão a figurarem entre os quadros mais frequentes. Revisões sistemáticas apontam para uma prevalência de 12–38% de problemas de saúde mental nos registos eletrónicos em Cuidados Primários.
O Grupo de Estudos de Saúde Mental (GESM) vem desafiar os participantes do 43º Encontro Nacional a testarem os seus conhecimentos e aprenderem sobre a abordagem das perturbações depressivas e de ansiedade nos Cuidados de Saúde Primários, através de um jogo interativo.
De um modo lúdico, este workshop pretende dar mais ferramentas aos médicos de família para melhor poderem ajudar os seus doentes.
O que vão os participantes poder aprender?
- Epidemiologia das perturbações de ansiedade e depressão
- Prevenção das perturbações de ansiedade e depressão
- Critérios de diagnóstico de perturbações de ansiedade e depressão
- Tratamento não farmacológico das perturbações de ansiedade e depressão
- Tratamento farmacológico das perturbações de ansiedade e depressão
- Critérios de referenciação das perturbações de ansiedade e depressão
14:00 – 15:30
Workshop - Gestão do Tempo em MGF
Coordenação: Grupo de Estudos de Gestão em Saúde (GEST) – APMGF
SALA 7
Dinamizadores:
Num contexto em que a tecnologia prometia simplificar, muitos profissionais sentem-se presos a métricas e tarefas que pouco contribuem para a qualidade assistencial. Este workshop pretende ser um espaço de reflexão prática sobre como gerir tempo com propósito.
O que esperar?
Vinhetas reais do dia-a-dia clínico para ilustrar desafios e soluções.
Discussão sobre falsa produtividade e impacto das agendas sobrecarregadas.
Ferramentas concretas para equilibrar exigência, qualidade e humanidade nos cuidados.
Práticas que vamos explorar:
Priorizar o que realmente importa: como distinguir urgência de relevância.
Reduzir o ruído burocrático: estratégias para simplificar processos.
Competências a adquirir:
Gestão estratégica do tempo.
Priorização baseada em valor.
Liderança em contextos de pressão.
Desenvolvimento de práticas clínicas sustentáveis.
15:30– 16:00
Intervalo
Coordenação: Grupo de Estudos de Gestão em Saúde (GEST) – APMGF
AUDITÓRIO
16:00 – 17:30
Workshop - Sexualidade nos CSP: abordagem progressiva da Infância à Adolescência
Coordenação: Grupo de Estudos da Sexualidade (GESEX) - APMGF
SALA 2
A Medicina Geral e Familiar (MGF) ocupa um lugar privilegiado na educação para a sexualidade, acompanhando indivíduos e famílias ao longo de todo o ciclo de vida. A abordagem de temas sensíveis - especialmente os relacionados com saúde sexual na infância e adolescência - pode, contudo, gerar desconforto ou incerteza nos profissionais. Este workshop, promovido pelo Grupo de Estudos da Sexualidade (GESEX) da APMGF, visa capacitar os médicos (especialistas e internos) a gerir de forma segura, estruturada e empática alguns dos dilemas do foro sexual mais comuns da infância e adolescência e complexos do consultório.
No final do workshop, os participantes deverão ser capazes de:
- Identificar e abordar a relutância da criança/jovem em permitir o exame genital;
- Diferenciar o desenvolvimento sexual normal (ex: comportamentos masturbatórios na infância) de comportamentos que requerem intervenção, e de como aconselhar cuidadores acerca destas questões;
- Discutir e aplicar estratégias de comunicação para abordar o consentimento (e riscos éticos/legais) com adolescentes, particularmente no contexto da partilha de imagens e novas tecnologias (IA, sexting);
- Utilizar ferramentas práticas de comunicação e recursos baseados na evidência de apoio na gestão de situações sensíveis em contexto da MGF.
O workshop terá a duração de 90 minutos e será eminentemente prático e interativo, com criação de grupos de trabalho e assente segundo o modelo de case-based learning. Assim, esta metodologia interativa permite a educação não formal e a aquisição de conhecimentos e competências de forma dinâmica, ativa e construtiva, com a partilha de checklists e apresentação de recursos disponíveis. As temáticas a serem abordadas serão os comportamentos masturbatórios e estratégias de aconselhamento parental; formas de sexualidade; violência sexual; sinais de alerta para os profissionais de saúde, a promoção de autonomia e conhecimento.
A gestão adequada destes pontos críticos é fundamental para a promoção da saúde sexual, prevenção do abuso e proteção dos mais jovens. Este workshop oferece aos internos e especialistas de MGF as ferramentas necessárias para uma intervenção segura e informada, fortalecendo a confiança e a qualidade da abordagem da sexualidade desde o primeiro contacto com os utentes.
16:00 – 17:30
Workshop - Da horta ao prato: escolhas alimentares com impacto
Coordenação: Grupos de Estudos One Health – APMGF
SALA 3
Dinamizadores:
A alimentação é uma das áreas do quotidiano com maior impacto ambiental, influenciando diretamente as emissões de gases com efeito de estufa, o consumo de água, o uso do solo e a perda de biodiversidade. A adoção de padrões alimentares mais sustentáveis, nomeadamente de base vegetal (plant-based), representa uma oportunidade concreta e imediata para mitigar estes impactos, promovendo simultaneamente ganhos em saúde pública.
Este workshop tem como objetivo sensibilizar e capacitar os participantes para escolhas alimentares mais conscientes, através da exploração da relação entre alimentação plant-based e sustentabilidade ambiental. Utilizando uma abordagem prática, participativa e baseada em evidência científica, o workshop articula conceitos-chave sobre impacto ambiental dos alimentos com exemplos do dia a dia, facilitando a sua aplicação em contextos reais.
Ao longo da sessão, os participantes serão convidados a refletir sobre os impactos ambientais de diferentes padrões alimentares, a desconstruir mitos associados à alimentação plant-based e a analisar alternativas sustentáveis a pratos tradicionais. Serão desenvolvidas atividades interativas incluindo a reformulação de refeições para versões de base vegetal, a leitura crítica de rótulos e a identificação de critérios como sazonalidade, origem dos alimentos e grau de processamento.
A sessão termina com a definição de compromissos individuais de mudança, promovendo a adoção gradual e realista de práticas alimentares mais sustentáveis. Ao promover pequenas mudanças com impacto significativo, pretende contribuir para escolhas alimentares mais completas, saudáveis e ambientalmente responsáveis.
16:00 – 17:30
Workshop - Insulinoterapia na Prática Clínica
Coordenação: Grupo de Estudos em Diabetologia (GED) - APMGF
SALA 4
Dinamizadores:
A insulinoterapia continua a ser um dos principais desafios na abordagem da Diabetes Mellitus (DM) em Medicina Geral e Familiar, sendo frequentemente associada a insegurança clínica, receio de hipoglicemia e dificuldades na adesão por parte dos doentes. Apesar disso, a insulina mantém um papel central no controlo glicémico de um número significativo de pessoas com DM.
Este workshop tem como objetivo capacitar os médicos de família para uma utilização segura, eficaz e confiante da insulinoterapia na prática clínica diária. Serão abordados, de forma pragmática, os princípios fundamentais da iniciação da insulina, a titulação adequada, a intensificação terapêutica quando necessária e a desintensificação em contextos específicos, nomeadamente em doentes idosos, frágeis ou com elevado risco de hipoglicemia.
A sessão será centrada na discussão de casos clínicos reais, representativos da prática em Medicina Geral e Familiar, promovendo a participação ativa dos formandos e a tomada de decisão baseada em cenários clínicos frequentes. Serão discutidas estratégias simples de ajuste posológico, critérios de escolha do esquema de insulinoterapia e integração com terapêuticas não insulínicas.
No final do workshop, os participantes deverão sentir-se mais confiantes na abordagem da insulinoterapia, capazes de individualizar decisões terapêuticas e de integrar a insulina numa estratégia global de controlo metabólico da DM, centrada no doente e na continuidade de cuidados.
16:00 – 17:30
Workshop - Consultas que mudam o prognóstico
Coordenação: Grupo de Estudos de Doenças Cardiovasculares (GEsDCard) – APMGF
SALA 5
Dinamizadores:
No teu dia-a-dia, há consultas que passam despercebidas, que são repetitivas e que fazemos praticamente em piloto automático … mas também há consultas que podem mudar destinos.
Na Medicina Geral e Familiar, decisões aparentemente pequenas — pedir um exame, ajustar uma dose, reconhecer um sinal de alarme — podem alterar o curso de uma doença e até de uma vida.
Neste workshop, vais percorrer várias estações rotativas, cada uma um cenário clínico diferente, onde o tempo é curto mas onde a tua decisão tem um peso importante. Em cada caso, és tu quem decide o que não pode falhar. O foco é prático, direto e desafiador: que pormenores da anamnese são indispensáveis; que exames pedir e quando; que ajustes terapêuticos devem ser feitos e quando e que situações exigem referenciação urgente?
Em equipa e com o apoio de ferramentas clínicas digitais que apoiam e facilitam a nossa decisão, vais entrar num ambiente dinâmico de discussão, raciocínio rápido e tomada de decisão. Vais perceber exatamente o que faz a diferença entre uma “mais uma consulta” e uma intervenção decisiva que irá mudar prognóstico cardiovascular do nosso doente. Aceita o nosso convite e vem testar o teu instinto clínico, afinar o teu olhar de médico de família e aprender a recorrer a ferramentas práticas que podem transformar o dia a dia da tua consulta.
17:30 - 18:00
Coffee Break
Coordenação: GE Diversidades Sexuais e de Género – APMGF
SALA 1
18:00 - 19:30
Workshop - Questionários que fazem a diferença: como criar, adaptar e validar questionários que produzem boa ciência (e não ruído) em Medicina Geral e Familiar
Coordenação: Departamento de Investigação APMGF
SALA 1
Dinamizadores:
Os questionários são uma ferramenta central na investigação em Medicina Geral e Familiar, permitindo explorar perceções, comportamentos, resultados em saúde e práticas clínicas em contextos reais. No entanto, questionários mal concebidos podem introduzir vieses significativos, comprometer a validade dos resultados e limitar a utilidade da investigação produzida.
Por outro lado, são comuns as dúvidas sobre o uso de questionários traduzidos pelos investigadores, validados em contextos fora da MGF / CSP, ou noutro país, se há inconvenientes em misturar num questionário questões que provêem de outros questionários, e de como podemos examinar e demonstrar a validade dos questionários que pretendemos aplicar.
Este workshop tem como objetivo capacitar Médicos de Família para a conceção, validação e aplicação de questionários de investigação. Serão abordados os princípios fundamentais da construção de questionários, incluindo definição clara de objetivos, escolha do tipo de perguntas, tradução de questionários, formulação de itens, escalas, validade, bem como erros comuns que devem ser evitados.
Através de exemplos concretos, análise crítica de situações reais e exercícios práticos, os participantes irão desenvolver competências para criar instrumentos de recolha de dados claros, eficientes e cientificamente robustos.
No final do workshop, espera-se que os participantes se sintam mais confiantes na utilização de questionários como ferramenta de investigação, contribuindo para a produção de conhecimento relevante e de qualidade em Medicina Geral e Familiar.
18:00 - 19:30
Workshop - POCUS: do caso clínico à decisão em 90 minutos
Coordenação: Grupo de Estudos em Ecografia Point-of-Care (GEco) - APMGF
SALA 2
Dinamizadores:
A Ecografia Point-of-Care / Point-Of-Care UltraSound (POCUS) tem vindo a afirmar-se como uma extensão do exame objetivo, permitindo responder de forma rápida e integrada a questões clínicas frequentes, não só no contexto hospitalar como também no contexto dos cuidados de saúde primários, tendo vindo a captar interesse crescente no panorama da MGF portuguesa. Ainda assim, para muitos colegas o primeiro contacto com a técnica continua a ser um desafio, tanto do ponto de vista técnico como da sua integração na prática clínica.
Este workshop foi concebido como uma sessão de descoberta, uma iniciação ao POCUS, dirigida a médicos de família sem experiência prévia ou em fase inicial de aprendizagem. O seu principal objetivo é proporcionar um primeiro contacto estruturado com a técnica, demonstrando o seu impacto clínico através de casos clínicos reais e permitindo aos participantes manusear uma sonda ecográfica pela primeira vez, em estações práticas hands-on, num ambiente supervisionado e orientado para a prática clínica diária.
A sessão terá um formato híbrido, iniciando-se com a discussão de casos clínicos reais, nos quais a utilização de POCUS teve impacto relevante na clarificação diagnóstica ou na tomada de decisão clínica. Estes casos funcionarão como fio condutor do workshop, ilustrando de forma concreta quando, como e com que objetivos pode o POCUS ser utilizado no contexto dos cuidados primários. Após um breve enquadramento técnico, centrado nos princípios essenciais da ecografia clínica, segue-se a componente prática: estações práticas hands-on, em pequenos grupos, onde os participantes terão contacto directo com o ecógrafo e farão aquisição de imagens ecográficas e a sua interpretação sob a orientação dos formadores. As estações abordarão aplicações clínicas diversas de POCUS relevantes no contexto da MGF.
18:00 - 19:30
Workshop - Ponto a Ponto: Workshop de Sutura para Médicos de Família
Coordenação: Grupo de Estudos de Pequena Cirurgia (GEPeCx) - APMGF
SALA 3
Dinamizadores:
A realização adequada de sutura é dependente da prática e treino, sendo os conhecimentos nesta área muitas vezes negligenciados na formação específi ca de Medicina Geral e Familiar. Frequentemente, os profi ssionais têm seu primeiro contato prático com suturas em ambientes clínicos reais, enfrentando pacientes reais. Tal resulta em insegurança na realização de técnicas de sutura e de procedimentos de pequena cirurgia nos Cuidados de Saúde Primários.
É nesse contexto que surge a necessidade de preencher essa lacuna, transformando a sutura num ato de autonomia e desenvolvimento profi ssional. Uma formação prática e direcionada torna-se essencial para sustentar uma prática clínica segura e informada em suturas de feridas cutâneas.
O Workshop “Ponto a Ponto: Workshop de Sutura para Médicos de Família” é direcionado para médicos especialistas e internos de Medicina Geral e Familiar de
modo a capacitar e promover o desenvolvimento de competências e confi ança na realização de sutura no seu quotidiano.
Objetivo geral
Adquirir as competências básicas para realização de diferentes técnicas de sutura.
Objetivos específicos
- Identificar situações e indicações em que se recorre à sutura.
- Conhecer os diferentes tipos de pontos de sutura.
- Identificar e saber escolher e manipular o material necessário para realizar suturas.
- Executar corretamente as técnicas de assépsia.
- Executar corretamente técnicas de anestesia local.
- Aprender a realizar pontos simples e complexos.
- Conhecer cuidados pós-sutura e gestão de complicações.
Atividades
O workshop será dividido em duas componentes: teórica e prática.
Componente teórica - 30 minutos
Em formato de apresentação teórica, com exposição dos seguintes conteúdos:
I. Definição e princípios básicos de feridas e cicatrização.
II. Instrumentos básicos e sua manipulação para a realização de sutura.
III. Assepsia e preparação do campo cirúrgico.
IV. Princípios básicos das técnicas de anestesia local e caracterização dos diferentes anestésicos locais.
V. Identificação e seleção do fi o de sutura adequado para cada situação.
VI. Tipos de sutura: pontos simples e pontos complexos.
VII. Cuidados de penso e gestão de complicações.
VIII. Apresentação do “Manual de Boas Práticas em Pequena Cirurgia nos Cuidados de Saúde Primários”
Componente prática - 1 hora
Demonstração da técnica de assepsia, técnica de anestesia local e dos diferentes tipos de sutura (pontos simples e complexos). Prática em modelos, com tutoria dos formadores.
18:00 - 19:30
Workshop - Fragilidade - Ferramentas de Rastreio e Intervenção em Cuidados de Saúde Primários
Coordenação: Grupo de Estudos de Saúde do Idoso/Geriatria (GESI) – APMGF
SALA 5
Dinamizadores:
A fragilidade é uma síndrome geriátrica caracterizada por uma reserva funcional limitada, decorrente do declínio cumulativo de múltiplos sistemas fisiológicos. Acarreta menor capacidade de manter a homeostasia após um evento adverso como uma doença aguda, aumentando o risco de incapacidade, hospitalização e morte.
Em Portugal, segundo dados do projeto Nutrition UP 65, a prevalência de fragilidade nas pessoas mais velhas na comunidade é de 21,5%, mas a pré-fragilidade afeta mais de metade dos indivíduos (54,3%), sublinhando o papel preventivo crucial da Medicina Geral e Familiar.
O objetivo deste workshop é capacitar os profissionais de saúde para a identificação sistemática da fragilidade através de ferramentas validadas e para a implementação de intervenções multicomponentes personalizadas, visando a preservação da funcionalidade e autonomia da pessoa mais velha.
Objetivos de Aprendizagem
Após a participação no workshop, os participantes deverão ser capazes de:
- Compreender a Síndrome de Fragilidade: diferenciar o modelo fenotípico do modelo de acumulação de défices e a sua relação com a sarcopenia;
- Identificar e estratificar: selecionar e aplicar ferramentas de rastreio e diagnóstico clínico, preferencialmente validadas para a população portuguesa;
- Intervir na pessoa mais velha frágil e pré-frágil com base na evidência:
- prescrever programas de exercício físico multicomponente (Vivifrail);
- prescrever intervenções nutricionais específicas;
- gerir medicação potencialmente inapropriada usando os critérios STOPP/START versão 3.
Metodologia
O workshop adota metodologias ativas de ensino-aprendizagem, focadas na prática clínica dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), nomeadamente:
- Case Based Learning: discussão de casos clínicos focando diferentes graus de fragilidade, permitindo explorar ferramentas de rastreio e estratégias de intervenção individualizadas;
- Hands-on: simulações práticas para execução do Short Physical Performance Battery e uso da aplicação digital Vivifrail;
- Team-Based Learning: divisão e trabalho em equipas para a discussão dos casos clínicos e elaboração de Planos de Cuidados Personalizados.
Discussão
A abordagem proativa da fragilidade nos CSP é essencial para inverter o declínio funcional em pessoas mais velhas. Esta gestão não só melhora a independência e a qualidade de vida da pessoa mais velha, como também contribui para a sustentabilidade do sistema de saúde.
18:00 - 19:30
Workshop - Prescrever menos, cuidar mais benzodiazepinas em foco
Coordenação: Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd)
SALA 7
Dinamizadores:
O consumo excessivo de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos é um problema transversal a nível nacional e internacional, sendo uma parte significativa da sua prescrição e gestão realizada nos Cuidados de Saúde Primários. As benzodiazepinas apresentam indicações clínicas bem definidas, devendo a sua prescrição ser criteriosa. A sua utilização prolongada não é, de forma geral, recomendada, tendo em conta os efeitos indesejáveis e os riscos conhecidos associados ao uso a longo prazo, com repercussões negativas em diferentes faixas etárias, particularmente na população idosa. Neste workshop serão abordadas, de forma prática e baseada na evidência, as indicações adequadas para prescrição, os critérios para iniciar a desprescrição e protocolos seguros de descontinuação, aplicáveis diretamente na consulta.
Serão ainda discutidas estratégias de comunicação com o doente e gestão de dificuldades frequentes no processo de redução. Uma sessão pensada para apoiar decisões clínicas no dia a dia e promover cuidados mais seguros e eficazes.
08:15
Abertura do secretariado
Comunicações Livres
Auditório
08:30 - 09:45
Apresentação de Trabalhos de Investigação
Comunicações Livres
Auditório
08:30 - 09:45
Apresentação de trabalhos de Melhoria Continuada Qualidade
Comunicações Livres
Sala Arrábida
08:30 - 09:45
Apresentação de Relatos de Caso
Comunicações Livres
Sala Atlântico
08:30 - 09:45
Apresentação de Relatos de Prática
Comunicações Livres
Sala Tejo
10:00 - 11:00
Burnout: diagnóstico, tratamento e reorganização pessoal e profissional
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médico de Família. USF Beira Saúde, ULS Castelo Branco
Médica de Famíliar. USF Beira Saúde, ULS Castelo Branco
Psicóloga clínica. Bee Yourself
Psiquiatra. Hospital Amadora-Sintra
Nesta mesa iremos abordar o Burnout, que afeta um número crescente de médicos. O foco da discussão será dividido em três pilares: o diagnóstico, o tratamento e a reorganização necessária que permita voltar a trabalhar de forma equilibrada.
É essencial desmistificar o diagnóstico, discutindo não apenas as características emocionais e físicas da síndrome, mas também como reconhecê-las em contexto profissional. A conversa será centrada na dificuldade de um profissional de saúde se ver e sentir no papel de doente, a importância de procurar ajuda e a necessidade de uma avaliação abrangente, que tenha em consideração o bem-estar integral da pessoa.
Serão, naturalmente, abordadas as opções de tratamento disponíveis, desde a psicoterapia até às mudanças no ambiente de trabalho e ajustes de carga horária. Incentivaremos a troca de ideias sobre estratégias que funcionam, procurando sempre uma abordagem prática e sem preconceitos, que reconheça a singularidade de cada caso.
Por último, discutiremos a necessidade de uma reorganização efetiva no ambiente de trabalho e na vida pessoal. Serão explorados aspetos como a cultura organizacional, a promoção de um ambiente saudável e as políticas de bem-estar no trabalho.
Espera-se um ambiente colaborativo e construtivo, livre de estigmas, onde todos se sentirão à vontade para partilhar as suas opiniões e reflexões.
10:00 - 11:00
Ensaios Clínicos nos Cuidados Saúde Primários: estamos preparados?
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médico de Família. APMGF
Médico de Família. Departamento de Investigação APMGF
Médica de Família. AMPIF (Associação Portuguesa de Medicina Farmacêutica)
Médica de Família. Gestora de projetos na área de investigação em saúde na AICIB
A investigação clínica está a mudar de forma acelerada. O crescimento dos Ensaios Clínicos Descentralizados, impulsionado pela pandemia de COVID-19 e consolidado pelas recentes orientações das instituições internacionais está a redefinir profundamente os modelos tradicionais de investigação.
Neste novo contexto, os Cuidados de Saúde Primários surgem como o espaço natural para o desenvolvimento destes ensaios. A proximidade aos cidadãos, a continuidade assistencial e o conhecimento dos contextos reais de vida colocam os médicos de Medicina Geral e Familiarn uma posição privilegiada para assumir um papel central, não apenas como participantes, mas como líderes da investigação clínica.
Esta mudança estrutural só será possível se for acompanhada por modelos organizativos que sustentem a investigação no terreno e o trabalho em parceria. Estes modelos assumem um papel estratégico na articulação entre a assistência, o ensino e a investigação, promovendo um ecossistema que valoriza a evidência e o conhecimento entre todas as especialidades. As PBRNs CACs são redes colaborativas de unidades de saúde que trabalham em conjunto para gerar conhecimento científico a partir da prática real. Ao trabalhar em rede, ultrapassam-se os constrangimentos de isolamento profissional e assegura-se a massa crítica necessária para uma investigação relevante e representativa.
Mas o desafio permanece: estamos, enquanto médicos de família, preparados para liderar esta revolução ou vamos assistir à mudança a partir da margem?
10:00 - 11:00
Apresentação de Revisão de Tema
Comunicações Livres
Sala Atlântico
11:00 - 11:30
Coffee Break
Comunicações Livres
Sala 2
11:30 - 12:00
Conferência Inaugural
Comunicações Livres
Auditório
Moderadores
Médica de Família. Autora do Podcast «Consulta Aberta» na @sicnoticias
12:00 - 12:45
Cerimónia de abertura
Comunicações Livres
Auditório
12:45 - 14:00
Almoço de trabalho
Comunicações Livres
Sala 2
14:00 - 15:00
MGF e Inteligência Artificial: Substituir ou Potenciar?
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médicade Família. CEO, HSC Healthy Smart Cities
Médico de Família. Coordenador Médico NVI Porto e membro do conselho médico nacional do Insituto de Segurança Social (ISS). Presidente do Colégio da Competência em Peritagem Médica da Segurança Social da Ordem dos Médicos. Docente convidado FMUP
Médicode Família. Coordenador USF Lapiás ULS Amadora-Sintra. Mestrando do Mestrado de Gestão da Transformação Digital no Setor da Saúde (ISCTE, Laurea University e Thessaloniki University)
Médico de Família. USF Esgueira+, ULS Região de Aveiro. Investigador e Professor no Departamento Ciências Médicas, Universidade de Aveiro
Esta mesa-redonda propõe uma reflexão crítica e interactiva sobre o papel da Inteligência Artificial (IA) na Medicina Geral e Familiar (MGF), explorando a tensão entre substituição e potenciação do médico de família. A sessão foi concebida como um espaço de debate dinâmico, com envolvimento activo do público através de televoting, baseado em cenários hipotéticos inspirados em aplicações reais e emergentes da IA em cuidados de saúde primários.
O formato integra um painel multidisciplinar, com representantes da academia, do Serviço Nacional de Saúde e do sector privado, sob moderação, promovendo o confronto de perspetivas sobre ensino médico, prática clínica, organização dos cuidados e governação em saúde. Perante cada cenário, os participantes são convidados a posicionar-se — “substituir” ou “potenciar” — enquanto os oradores discutem implicações éticas, clínicas, pedagógicas, organizacionais e legais.
Mais do que fornecer respostas definitivas, esta sessão pretende estimular pensamento crítico, literacia em IA e consciência dos riscos e oportunidades associados à sua integração na MGF, reforçando a necessidade de envolvimento activo dos médicos de família na definição do futuro da especialidade.
14:00 - 15:00
Terapia hormonal de substituição na peri e menopausa
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médica de Família. USF Génesis, ULS Loures-Odivelas
Ginecologista-Obstetra
14:00 - 15:00
Apresentação e discussão de Protocolos
Comunicações Livres
Sala Atlântico
15:00 - 16:00
Simpósio BIAL: Partners in Life: transforming every life we touch
Comunicações Livres
Auditório
16:15 - 17:15
Vende-nos o teu projeto
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médico de Família. USF CelaSaúde, ULS Coimbra. Departamento de Investigação da APMGF.
Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Médica de Família. USF Jardins da Encarnação. Departamento Investigação APMGF
Médico de Família.
Médico de Família. Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra
Na sessão "Vende-nos o Teu Projeto" do 43º Encontro Nacional de MGF vamos atribuir 11 mil euros em Bolsas de investigação aos investigadores selecionados para fomentar a inovação e a investigação em Medicina Geral e Familiar.
Durante a sessão, cada proponente disporá de cinco minutos para apresentar e “vender” a sua ideia de investigação aos mentores, evidenciando o racional do estudo, a metodologia proposta e o potencial impacto para os doentes/cidadãos, as unidades de saúde e a sociedade.
As propostas serão avaliadas com base na originalidade, pertinência para a MGF e os CSP, qualidade metodológica, rigor científico e demais atributos de valorização da investigação em cuidados de saúde primários.
Após as apresentações, os mentores discutirão as propostas e cada um selecionará o projeto que irá apoiar. As decisões serão anunciadas na sessão de encerramento do 43.º Encontro Nacional de MGF. O júri procurará valorizar o mérito científico das ideias e o seu potencial contributo para o desenvolvimento dos CSP.
Três projetos receberão um cheque de 3000 euros e o acompanhamento pelo mentor e outros dois serão apoiados com uma bolsa no valor de 1000 euros e acompanhamento na sua execução pelo Departamento de Investigação da APMGF.
16:15 - 17:15
Prescrição cultural
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médica de Família. Direção da APMGF
Psicóloga
SPMEV - Sociedade Portuguesa de Medicina do Estilo de Vida
Investigadora. Centro de Investigação e Intervenção em Educação da Universidade do Porto
A prescrição cultural tem vindo a ser cada vez mais implementada a nível dos cuidados de saúde primários e consiste na recomendação de atividades culturais, como visitas a museus, participação em eventos artísticos, leitura, música ou teatro, como um complemento terapêutico. Este conceito baseia-se no reconhecimento do impacto positivo da cultura na saúde física, mental e social, alinhando-se com o modelo biopsicossocial que orienta a Medicina Geral e Familiar. Na prática, o objetivo da prescrição cultural é promover o bem-estar global do utente, reforçando a integração social e reduzindo fatores de risco associados ao isolamento, depressão e ansiedade. Ao incluir atividades culturais no plano de cuidados, o médico de família contribui para uma abordagem centrada na pessoa, que valoriza não apenas a dimensão clínica, mas também os determinantes sociais da saúde.
Estudos demonstraram que a participação em atividades culturais está associada a uma melhoria da qualidade de vida e da saúde mental, redução do stress, aumento da autoestima e uma maior adesão aos cuidados de saúde bem como o fortalecimento da relação médico-utente. A prescrição cultural pode também atuar como ferramenta preventiva, promovendo estilos devida saudáveis e reforçando a ligação à comunidade. A integração desta prática requer uma abordagem personalizada, baseada nos interesses e contexto sociocultural do utente. Os profissionais de saúde devem primeiramente identificar oportunidades locais e articular com instituições culturais, garantindo acessibilidade e adequação das recomendações. A implementação pode ser facilitada por protocolos e parcerias entre unidades de saúde e entidades culturais. Assim, a prescrição cultural representa uma oportunidade para inovar nos cuidados de saúde, reforçando a promoção da saúde e a humanização da prática clínica.
16:15 - 17:15
Apresentação de Relatos de Prática
Comunicações Livres
Sala Atlântico
16:15 - 17:15
Asthma escape room
Comunicações Livres
Sala Tejo
17:15 - 17:45
Conferência
Comunicações Livres
Auditório
17:45 - 18:15
Coffee Break
Comunicações Livres
Auditório
18:15 – 19:15
Crescer com Ecrãs: proteger a infância na era digital
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médica de Família
Presidente da Direção da Mirabilis
Os ecrãs conquistaram um lugar central na vida das crianças, muitas vezes como ferramenta educativa, entretenimento ou “ajuda” na gestão do dia a dia familiar. Mas a que custo? A evidência científica tem vindo a associar a exposição excessiva ou desadequada a ecrãs a impactos na saúde mental, na visão, no sono e no desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança.
Nesta sessão conjunta com a Associação Mirabilis, será apresentada uma revisão prática e baseada em evidência sobre o impacto do uso de ecrãs na saúde global e no desenvolvimento infantil. Serão explorados os “perigos escondidos” do uso excessivo ou inadequado de ecrãs, bem como os principais sinais de alerta a que pais e médicos de família devem estar atentos.
Com forte enfoque prático, serão discutidas estratégias de intervenção, aconselhamento em consulta e recomendações concretas para a gestão do uso de ecrãs nas diferentes fases do desenvolvimento. Mais do que demonizar a tecnologia, esta sessão desafia-nos a repensar hábitos, expectativas e o papel do médico de família na proteção do desenvolvimento infantil.
Porque a infância não é um ensaio, mas sim o período mais crítico do desenvolvimento humano, esta sessão pretende capacitar médicos de família para uma abordagem equilibrada, crítica e informada, promovendo uma relação saudável com os ecrãs e contribuindo para a proteção do desenvolvimento infantil na era digital.
18:15 – 19:15
Apresentação de Trabalhos de Investigação
Comunicações Livres
Sala Arrábida
18:15 – 19:15
Apresentação de Relatos de Caso
Comunicações Livres
Sala Atlântico
18:15 – 19:15
Apresentação de Relatos de Prática
Comunicações Livres
Sala Tejo
19:15 - 19:45
Receção aos novos internos sócios da APMGF
Comunicações Livres
Auditório
19:45 - 20:00
Assembleia Geral de Sócios da APMGF
Comunicações Livres
Auditório
08:15
Abertura do secretariado
Comunicações Livres
Auditório
08:30 - 09:45
Apresentação de Trabalhos de Investigação
Comunicações Livres
Sala Arrábida
08:30 - 09:45
Apresentação de Relatos de Caso
Comunicações Livres
Sala Atlântico
08:45 – 09:45
A Dior está de volta? O império da qualidade contra-ataca
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médico de Família. USF Prelada, ULS Santo António. Colaborador do Departamentode Contratualização da ARS Norte. Membro do GEST
Médico da Família. USF Arte Nova, ULS da Região de Aveiro. Representante da CoordenaçãoRegional de Saúde Mental. Fellow da European Academy of Clinical Leadership
Médica de Família. USF Carvalhido, ULS Santo António. Adjunta da Direção Clínica.Membro da Direção do Colégio de MGF. Coordenadora Executiva na DGS
Médico de Família. USF MaxiSaúde, ULS Braga. Docente da Escola de Medicina daUniversidade do Minho. Membro da Coordenação Regional de Saúde Mental Norte
Médico de Família. USF Arca d`Água, ULS São João. Mestre em Gestão e Direção de Serviços de Saúde. Fellow da European Academy of Clinical Leadership
A Grelha DiOR afirmou-se, ao longo dos últimos anos, como um instrumento estruturante para o desenvolvimento organizacional das equipas, promovendo a reflexão sistemática sobre práticas, processos e resultados, e incentivando uma cultura de melhoria contínua. Trata-se de um instrumento de avaliação que constituiu uma ferramenta de aprendizagem, de alinhamento estratégico e de capacitação das equipas, contribuindo de forma decisiva para a maturidade organizacional e a qualidade dos cuidados prestados.
Coma generalização de modelos organizacionais e a consequente diluição dos processos formais de certificação que enquadravam a utilização da DiOR, emergem hoje questões críticas: que impacto teve esta perda na dinâmica de desenvolvimento das equipas? Que consequências teve na capacidade de autoavaliação, na identificação de oportunidades de melhoria e no reforço da responsabilização? E, sobretudo, como preservar e reinventar os princípios que tornaram a DiOR uma ferramenta transformadora?
Esta sessão propõe um momento de reflexão estratégica sobre o percurso da Grelha DiOR e o seu papel enquanto facilitadora do desenvolvimento organizacional. Pretende-se revisitar os seus contributos, analisar os efeitos da sua descontinuidade enquanto instrumento formal e explorar caminhos para a criação de um sucedâneo adaptado aos desafios atuais. Num momento em que a autonomia das equipas deve caminhar a par com a exigência, a transparência e a melhoria contínua, torna-se essencial repensar instrumentos que apoiem o crescimento sustentado das unidades.
10:00 - 11:00
Pequenos, mas complexos - doença aguda na primeira infância
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Pediatra. Presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria
Médico de Família. Presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Pediatria. Hospital Pediátrico de Coimbra
Pediatria. Hospital Pediátrico de Coimbra
Organizada em parceria com a Sociedade Portuguesa de Pediatria, nesta mesa serão abordadas algumas das causas mais importantes de doença aguda na primeira infância e com as quais os Médicos de Família são frequentemente confrontados na sua prática clínica. De forma didática, clara e concisa irão ser discutidas as doenças exantemáticas e as infeções respiratórias, permitindo que sejam sedimentados conhecimentos relativos à anamnese, diagnóstico diferencial e abordagem terapêutica destas patologias. Pediatras e Médicos de Família são desde há muito os parceiros de eleição na vigilância de Saúde Infantil e Juvenil, sendo esta uma oportunidade de eleição para partilharmos saberes entre as duas especialidades.
10:00 - 11:00
Medicina em Rede: Integração com hospital, saúde pública, autarquias e comunidade
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médico de Família. USF Prelada, ULS Santo António. Membro do GEST
Médico de Saúde Pública e Epidemiologista. Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar. Presidente da Direção do Colégio de Saúde Pública da Ordem dos Médicos.
Num momento em que os desafios em saúde são cada vez mais complexos e interdependentes, a capacidade de trabalhar em rede surge como um fator crítico para a eficácia, equidade e sustentabilidade dos Cuidados de Saúde Primários.
A sessão abordará o desenvolvimento de projetos locais de promoção da saúde e prevenção da doença, o fortalecimento de redes de apoio dirigidas a populações em situação de maior vulnerabilidade, e o papel do planeamento em saúde ao nível municipal e intermunicipal como instrumento de transformação e alinhamento estratégico.
Pretendemos explorar novas formas de colaboração que potenciem ganhos em saúde com impacto real na vida das pessoas. Serão discutidas estratégias de promoção da literacia em saúde com base comunitária, o papel da abordagem “Saúde em Todas as Políticas” na qualificação das decisões locais, e a importância de intervir sobre os determinantes sociais da saúde através de parcerias sólidas e sustentáveis.
11:00 - 11:30
Entrega Diplomas Postgraduate Medicine
Comunicações Livres
Sala Arrábida
11:30 - 12:30
Conferência Merck - Frequência Cardíaca
Comunicações Livres
Auditório
12:30 - 13:00
Conferência AbbVie - Enxaqueca
Comunicações Livres
Auditório
13:00 - 14:00
Almoço de trabalho
Comunicações Livres
Sala 2
14:00 - 15:00
Descomplicar a Burocracia em MGF - Sessão de Perguntas e Respostas
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médico de Família. Coordenador da USF Cartaxo Terra Viva, Unidade Local de Saúde da Lezíria. Direção Nacional da APMGF
Médica de Família. Diretora clínica para os cuidados de saúde primários da ULS de Coimbra.Professora auxiliar e regente da cadeira de Medicina Geral e Familiar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Médico de Família. Coordenador Médico do NVI do Instituto de Segurança Social, membro do conselho médico nacional do Instituto de Segurança Social. Presidente do Colégio de Competência em Peritagem Médica da Segurança Social da Ordem dos Médicos. Docente convidado FMUP, Hospital da Luz / Luz Saúde
A burocracia continua a ser uma das principais causas de frustração, ineficiência e perda de tempo no exercício da Medicina Geral e Familiar, com impacto direto na qualidade dos cuidados e no bem-estar dos profissionais. Esta sessão em formato de Perguntas e Respostas pretende criar um espaço aberto, prático e orientado para soluções, onde médicos de família possam discutir os desafios burocráticos do dia a dia e explorar estratégias para os ultrapassar.
Com enfoque em casos reais, obstáculos frequentes e oportunidades de simplificação, esta sessão convida os participantes a partilhar dúvidas, dificuldades e sugestões. O objetivo é, em conjunto, identificar caminhos de melhoria que promovam uma prática clínica mais centrada no doente, mais eficiente e menos pesada administrativamente.
14:00 - 15:00
Medicina Narrativa
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médica Interna em MGF.
Médico de Família.
Médico de Família.
Esta sessão é um convite à exploração da Medicina Narrativa e a aprofundar a dimensão relacional do encontro clínico, através da escuta das histórias dos doentes. Num tempo dominado pela objetividade, protocolos e algoritmos, a Medicina Narrativa devolve-nos a profundidade do cuidado, permitindo ver o doente para além da doença, no seu contexto e na complexidade e singularidade que o caracterizam.
Esta sessão será ainda um espaço aberto de partilha e reflexão, dirigido a internos e médicos de família, onde a Medicina Narrativa se apresenta como uma ferramenta viva da prática clínica. Através da troca de experiências, da escuta atenta e da leitura do que é dito — e do que fica por dizer — propõe-se explorar o papel do médico como condutor e intérprete das histórias que se constroem na consulta.
Ao integrar as dimensões biológica, emocional, social e cultural da doença, esta abordagem prepara-nos para acolher a incerteza, a diversidade e a individualidade próprias da Medicina Geral e Familiar, regressando à superfície da prática clínica com novos sentidos, novas perguntas e uma escuta mais profunda.
14:00 - 15:00
Oficina - Asthma Escape Room
Coordenação/Dinamização: GRESP
Sala Atlântico
Coordenação/Dinamização:
GRESP
Pede-se aos participantes que tenham consigo PC ou tablet, uma ferramenta fundamental para otimizar a experiência.
15:00 - 16:00
Conferência Merck - Fertilidade no Planeamento Familiar
Comunicações Livres
Auditório
16:15 - 17:15
Abordagem da violência familiar nos CSP
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médica de Família. UCSP Vieira do Minho, ULS Braga
Subintendente da PSP
Psicóloga Clínica e Técnica de Apoio à Vítima. APAV
Médica de Família. Direção Nacional da APMGF
A violência familiar constitui um grave problema de saúde pública, com repercussões físicas, psicológicas e sociais, que afetam não apenas as vítimas diretas, mas também todo o núcleo familiar e a comunidade. Nos cuidados de saúde primários, os profissionais assumem um papel estratégico na deteção precoce, intervenção e encaminhamento, sendo frequentemente o primeiro ponto de contacto para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Esta sessão irá abordar a importância de uma resposta integrada e humanizada, baseada em evidência científica e boas práticas. Serão discutidos sinais de alerta, estratégias de comunicação para criar um espaço seguro e confidencial, e procedimentos para garantir a proteção das vítimas, respeitando princípios éticos e legais. Além disso, será explorada a articulação com redes de apoio social, serviços especializados e estruturas comunitárias, reforçando a necessidade do trabalho multidisciplinar.
O objetivo é capacitar os médicos de família para reconhecer e intervir de forma eficaz, promovendo a prevenção, a redução do impacto da violência e a melhoria da qualidade de vida das pessoas afetadas.
16:15 - 17:15
Equidade como critério: acesso, resultados e valor em MGF
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderadores
Médica de Família
Médico de Família
Médica de Família com experiência em populações vulneráveis
Investigadora em Saúde Pública / Resultados em Saúde
Economista da Saúde
Esta sessão propõe uma abordagem integrada à equidade em saúde no contexto da MGF, partindo do reconhecimento de que a universalidade formal do Serviço Nacional de Saúde não garante, por si só, acesso equitativo ou resultados justos. Em Portugal, a inexistência de Médico de Família para uma parte significativa da população, associada a desigualdades socioeconómicas, territoriais, administrativas, linguísticas e culturais, tem impacto direto no acesso aos cuidados de saúde primários e contribui para diferenças sistemáticas e evitáveis nos resultados em saúde, particularmente entre populações pobres e migrantes.
A sessão está estruturada, iniciando-se com um enquadramento conceptual utilizando metodologias ativas por parte da moderação, seguido de três intervenções temáticas que refletem dimensões complementares da equidade em saúde. A primeira dimensão centra-se na equidade no acesso, discutindo o impacto da falta de médicos de família, das barreiras organizacionais e das desigualdades territoriais na continuidade de cuidados, bem como o papel do médico de família na mitigação dessas barreiras. A segunda dimensão aborda a equidade nos resultados em saúde, explorando a evidência de piores resultados em grupos socialmente desfavorecidos e questionando que indicadores são atualmente monitorizados na prática clínica e nos sistemas de informação, bem como quais permanecem invisíveis à avaliação rotineira. A terceira dimensão incide sobre a equidade na avaliação de tecnologias da saúde, na sua componente conómica, analisando as limitações das abordagens tradicionais de custo-efetividade, que tendem a tratar ganhos em saúde como socialmente neutros, e introduzindo conceitos como avaliação distributiva, pesos de equidade e decisões sensíveis ao contexto social.
Combinando perspetivas clínicas, de investigação e de política de saúde, e recorrendo a dinâmicas de aprendizagem ativa, a sessão pretende promover uma reflexão crítica incentivando a integração consciente da equidade como dimensão entral da qualidade e do valor em saúde.
16:15 - 17:15
Oficina - Asthma Escape Room
Coordenação/Dinamização: GRESP
Sala Atlântico
Moderadores
Pede-se aos participantes que tenham consigo PC ou tablet, uma ferramenta fundamental para otimizar a experiência.
17:15 - 17:45
Conferência
Comunicações Livres
Auditório
17:45 - 18:15
Coffee Break
Comunicações Livres
Auditório
17:45 –18:15
Lançamento guia vacinação do adulto
Comunicações Livres
Sala Arrábida
18:15 –19:30
Clube de Leitura APMGF
Comunicações Livres
GRANDE AUDITÓRIO
18:15 –19:30
Apresentação de Trabalhos de Investigação
Comunicações Livres
Sala Arrábida
18:15 –19:30
Apresentação e discussão de Protocolos
Comunicações Livres
Sala Atlântico
08:15
Abertura do secretariado
Comunicações Livres
Auditório
08:45 – 09:45
Tribunal dos Indicadores – Indicadores em MGF: culpados ou inocentes?
Comunicações Livres
Auditório
Dinamização:
Médico de Família. USF Prelada, ULS Santo António. Colaborador do Departamento de Contratualização da ARS Norte. Membro do GEST
Médico de Família. USF MaxiSaúde, ULS Braga. Docente da Escola de Medicina da Universidade do Minho. Membro da Coordenação Regional de Saúde Mental Norte
Médica de Família. USF Carvalhido, ULS Santo António. Adjunta da Direção Clínica. Membro da Direção do Colégio de MGF. Coordenadora Executiva na DGS
Médico da Família. USF Arte Nova, ULS da Região de Aveiro. Representante da Coordenação Regional de Saúde Mental. Fellow da European Academy of Clinical Leadership
Médico de Família. USF Arca d`Água, ULS São João. Mestre em Gestão e Direção de Serviços de Saúde. Fellow da European Academy of Clinical Leadership
E se os indicadores fossem a julgamento?
Nesta sessão plenária, a contratualização e os indicadores em Medicina Geral e Familiar saem do PowerPoint e entram num tribunal simbólico, com acusação, defesa e juiz em palco — e um júri muito especial: o público.
Num formato dinâmico, provocador e interativo, dois advogados de acusação e dois de defesa confrontam argumentos, exemplos reais e dilemas do terreno, discutindo a utilidade, os limites e os efeitos reais dos indicadores na prática clínica e nas equipas.
Ao longo da sessão, o público é chamado a intervir, questionar e refletir, culminando num veredicto final coletivo, votado em tempo real.
A sessão tem como objetivo promover uma reflexão crítica, informada e prática sobre os indicadores em MGF: para que servem (e para que não servem), quando ajudam a melhorar cuidados e quando passam a distorcer a prática clínica.
Uma sessão para pensar, participar, aprender e divertir-se, e sair com mais perguntas — e melhores ferramentas — do que aquelas com que entrou.
08:45 – 09:45
Do rastreio ao tratamento preventivo: o impacto decisivo do Médico de Família no controlo da tuberculose
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médica de Família
Diretora do Programa Nacional para a Tuberculose da DGS
10:00 – 11:00
APMGF Open Meeting - Conversas com a Direção Clínica
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médica de Família. Direção da APMGF
Médico de Família. Presidente da APMGF
Médica de Família
Médico de Família
Médico de Família
Esta sessão pretender ser uma conversa aberta e frontal entre todos os colegas presentes, contando com a intervenção de palestrantes e moderadores que já foram, ou ainda são, Diretores Clínicos dos Cuidados de Saúde Primários. A ideia é discutirmos de forma livre e transparente qual o efetivo papel (atual e potencial) da Direção Clínica dos CSP numa ULS, analisando as reais competências desta função, as limitações e possibilidades existentes, bem como abordar algumas regras e procedimentos inerentes à Gestão Pública. Considerando a diversidade dos contextos de exercício dos vários intervenientes, esta partilha permitirá trocar experiências, percebendo como replicar o que já se faz bem e de que forma podemos melhorar alguns pontos menos positivos.
10:00 – 11:00
Cuidados às Pessoas Mais Velhas
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médica de Família. Direção da APMGF
Médica de Família. Coordenadora do GESI
Médico de Família com competência em Geriatria. Representante do Colégio da Competência em Geriatria da Ordem dos Médicos
Médica de Família com competência em Geriatria pela Ordem dos Médicos. USF Rainha D. Amélia, ULS de Santo António Professora Auxiliar Convidada na Escola de Medicina da Universidade do Minho
O envelhecimento demográfico é hoje um dos maiores desafios e oportunidades da Medicina Geral e Familiar (MGF). Esta sessão plenária propõe uma reflexão estratégica sobre como cuidar melhor das pessoas mais velhas, colocando a vigilância, a prevenção e a integração de cuidados no centro da prática clínica e da organização dos cuidados de saúde primários.
Partindo do trabalho em curso entre o Grupo de Estudos de Geriatria, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e a Direção-Geral da Saúde, a sessão irá discutir o desenvolvimento de um Programa Nacional de Vigilância das Pessoas Mais Velhas e o seu impacto na prática da MGF.
Através de um formato dinâmico e interativo, a sessão articula três perspetivas complementares (institucional, formativa e clínica), discutindo o que o sistema de saúde precisa de mudar, o que os profissionais necessitam de aprender e o que acontece na prática quotidiana das consultas. Serão abordados temas como a identificação precoce da fragilidade, a avaliação geriátrica exequível e a transformação da avaliação em cuidados efetivos e integrados.
Uma sessão para pensar o futuro da Medicina Geral e Familiar, reforçar o seu papel central nos cuidados às pessoas mais velhas e contribuir para um sistema de saúde mais integrado, sustentável e alinhado com as necessidades reais da população.
11:00 – 11:30
Coffee Break
Comunicações Livres
Sala 1
11:30 – 12:00
Conferência de Encerramento
Comunicações Livres
Auditório
Médica de família e comunidade, investigadora e escritora brasileira
Os pirilampos estão a desaparecer em Portugal, ameaçados pela poluição luminosa, perda de habitat e utilização de pesticidas, com quatro espécies a serem incluídas na Lista Vermelha da UICN. A partir dos pirilampos, nesta conferência irá se caminhar pelos factos das alterações climáticas e impacto na prática dos profissionais de saúde. Além de se discutir sobre como as alterações ambientais já estão agora a ter um efeito tangível na saúde humana e colocam em perigo décadas de progressos na área da saúde pública. A reflexão proposta caminha sobre a saúde planetária e o que as médicas e os médicos de família podem fazer na sua prática. Estas sementes de imaginação, arte e futuro dos Cuidados de Saúde Primários propõe à audiência que somos natureza e estamos interligados.
12:00 – 13:00
Cerimónia de Encerramento
Comunicações Livres
Auditório
Moderadores
Entrega do Prémio de Fotografia
Entrega bolsas de apoio à investigação
Entrega dos Prémios de Comunicações Orais e Posters
