Programa
14:00 – 15:30
Workshop - “Doutor, mas eu vi num estudo que…” – Como analisar, desconstruir e comunicar evidência científica na era da desinformação
Coordenação: Departamento de Investigação APMGF
Sala Arrábida I
Dinamizadores:
Médicade Família. USF Cedofeita, ULS Santo António
Médico de Família. Departamento de Investigação APMGF
Médica de Família. USF Jardins da Encarnação. Departamento Investigação APMGF
Médica de Família. USF Monte da Lua, ULS Amadora-Sintra
A crescente disseminação de informação médica nas redes sociais, frequentemente veiculada por influencers sem formação científica, tem vindo a transformar a relação médico-doente. Cada vez mais, os médicos são confrontados em consulta com argumentos baseados em “estudos” isolados, interpretações enviesadas da evidência ou conclusões cientificamente frágeis, o que representa um desafio tanto clínico como comunicacional.
Este workshop tem como objetivo dotar os participantes de competências práticas para a análise crítica da evidência científica e para a identificação de má evidência, pseudociência e desinformação em saúde. Serão abordados conceitos fundamentais de medicina baseada na evidência, incluindo hierarquia da evidência, vieses mais frequentes, erros de interpretação estatística, conflitos de interesse e estratégias comuns de cherry-picking científico.
Paralelamente, o workshop focar-se-á na comunicação em saúde, fornecendo ferramentas para responder de forma clara, empática e cientificamente rigorosa aos utentes, promovendo a literacia em saúde e a tomada de decisão partilhada. Através de exemplos reais, estudos de caso e exercícios práticos, os participantes irão treinar estratégias para desconstruir argumentos baseados em má evidência sem comprometer a relação terapêutica.
No final do workshop, espera-se que os médicos se sintam mais confiantes na avaliação crítica da informação científica e mais preparados para responder com ciência, clareza e empatia aos desafios da desinformação em contexto clínico.
14:00 – 15:30
Workshop - Nutrição, exercício físico e análogos do GLP-1: uma abordagem integrada no controlo do peso e da saúde metabólica
Coordenação: GENEF - APMGF
Sala Arrábida II
Dinamizadores:
Serviço de Endocrinologia. ULS Almada Seixal, Hospital Garcia de Orta
Médicade Família. USF Cruz de Celas, ULS Coimbra
Médica de Família. USF Restelo, ULS Lisboa Ocidental. Laboratório de Nutrição, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
Os análogos do recetor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1) têm assumido um papel crescente no tratamento da obesidade e das doenças metabólicas, demonstrando eficácia significativa na redução ponderal e na melhoria do controlo glicémico. No entanto, o seu efeito máximo e sustentado depende de uma abordagem integrada que inclua intervenções no estilo de vida, nomeadamente nutrição adequada e exercício físico regular.
Do ponto de vista nutricional, a utilização de análogos do GLP-1 associa-se a redução do apetite e da ingestão energética, o que exige uma atenção particular à qualidade da alimentação para prevenir défices nutricionais e preservar massa magra. Dietas equilibradas, ricas em proteína de elevada qualidade, fibra, micronutrientes essenciais e com padrão alimentar mediterrânico, parecem potenciar os benefícios metabólicos e contribuir para uma melhor adesão terapêutica.
O exercício físico desempenha um papel central na otimização dos resultados clínicos. O treino aeróbio contribui para a melhoria da sensibilidade à insulina e do perfil cardiovascular, enquanto o treino de força é fundamental para a manutenção da massa muscular e da taxa metabólica basal, frequentemente ameaçadas durante a perda de peso induzida por fármacos.
A combinação de ambos os tipos de exercício mostra benefícios adicionais na composição corporal, funcionalidade e qualidade de vida.
A integração de nutrição, exercício físico e terapêutica farmacológica com análogos do GLP-1 deve ser individualizada, considerando idade, comorbilidades, nível de atividade física prévio e contexto psicossocial. Nos cuidados de saúde primários, esta abordagem multidisciplinar representa uma oportunidade para promover uma perda de peso clinicamente significativa, sustentável e associada a ganhos globais em saúde.
14:00 – 15:30
Workshop - Gestão do Tempo em MGF
Coordenação: Grupo de Estudos de Gestão em Saúde (GEST) – APMGF
Sala Atlântico
Dinamizadores:
Médica Interna de MGF. USF Araceti. ULS Baixo Mondego
Médica Interna MGF. USF Cuidar Saúde, ULS Almada Seixal
Médica de Família. USF Carvalhido, ULS Santo António
Médica de Família. USF Carvalhido, ULS Santo António
Num contexto em que a tecnologia prometia simplificar, muitos profissionais sentem-se presos a métricas e tarefas que pouco contribuem para a qualidade assistencial. Este workshop pretende ser um espaço de reflexão prática sobre como gerir tempo com propósito.
O que esperar?
Vinhetas reais do dia-a-dia clínico para ilustrar desafios e soluções.
Discussão sobre falsa produtividade e impacto das agendas sobrecarregadas.
Ferramentas concretas para equilibrar exigência, qualidade e humanidade nos cuidados.
Práticas que vamos explorar:
Priorizar o que realmente importa: como distinguir urgência de relevância.
Reduzir o ruído burocrático: estratégias para simplificar processos.
Competências a adquirir:
Gestão estratégica do tempo.
Priorização baseada em valor.
Liderança em contextos de pressão.
Desenvolvimento de práticas clínicas sustentáveis.
14:00 – 15:30
Workshop - Trivial MENTAL - Edição“Perturbações do humor ansioso e depressivo”
Coordenação: Grupo Estudos Saude Mental - APMGF
Sala Tejo
Dinamizadores:
Médica Interna MGF. USF Mondego, ULS Coimbra
Médica de Família. UCSP Aguiar da Beira, ULS Dão-Lafões
Médica de Família. USF Génesis, ULSLoures-Odivelas
Médico de Família. Grupanalista e Facilitador de Grupos Balint. Hospital da Luz - Clínicada Amadora e consultório particular
A área da saúde mental representa um dos maiores desafios de saúde pública em Portugal, pela elevada carga global por doença no país. Estudos epidemiológicos indicam que mais de um quinto da população adulta portuguesa apresenta pelo menos uma perturbação psiquiátrica, com perturbações de ansiedade e depressão a figurarem entre os quadros mais frequentes. Revisões sistemáticas apontam para uma prevalência de 12–38% de problemas de saúde mental nos registos eletrónicos em Cuidados Primários.
O Grupo de Estudos de Saúde Mental (GESM) vem desafiar os participantes do 43º Encontro Nacional a testarem os seus conhecimentos e aprenderem sobre a abordagem das perturbações depressivas e de ansiedade nos Cuidados de Saúde Primários, através de um jogo interativo.
De um modo lúdico, este workshop pretende dar mais ferramentas aos médicos de família para melhor poderem ajudar os seus doentes.
O que vão os participantes poder aprender?
- Epidemiologia das perturbações de ansiedade e depressão
- Prevenção das perturbações de ansiedade e depressão
- Critérios de diagnóstico de perturbações de ansiedade e depressão
- Tratamento não farmacológico das perturbações de ansiedade e depressão
- Tratamento farmacológico das perturbações de ansiedade e depressão
- Critérios de referenciação das perturbações de ansiedade e depressão
14:00 – 15:30
Workshop - Obesidade: o essencial que sustenta o sucesso
Coordenação: Grupo Estudos de Obesidade (GEO) – APMGF
Sala Douro
Dinamizadores:
Médica Interna de MGF. USF Manuel Cunha, ULS de Coimbra
Médica de Família. USF Terras de Cira, ULS Estuário do Tejo
Médico de Família. Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal
Médica Interna de MGF. USF ARS Médica, ULSLoures-Odivelas
A Obesidade é uma doença crónica, multifatorial e de elevada prevalência na prática da Medicina Geral e Familiar. A evolução recente das opções farmacológicas trouxe novas oportunidades terapêuticas, mas também o risco de se perder de vista aquilo que continua a ser a base indispensável da abordagem da Obesidade: nutrição, estilo de vida, contexto familiar e relação terapêutica.
Este workshop propõe lembrar o essencial, focando-se nas intervenções que não podem ser negligenciadas e que são determinantes para assegurar resultados sustentáveis a longo prazo, independentemente da utilização (ou não) de terapêutica farmacológica.
Com uma abordagem prática e orientada para a realidade da consulta de Medicina Geral e Familiar, o workshop organiza-se em três eixos fundamentais:
- Nutrição: o essencial que faz a diferença, com mensagens simples, claras e exequíveis para discutir em consulta, afastando abordagens complexas ou irrealistas e reforçando pequenos ajustes com impacto real.
- Mudanças de estilo de vida em contexto familiar, valorizando o papel da família na adoção e manutenção de comportamentos saudáveis e apresentando estratégias concretas para envolver o agregado familiar no plano terapêutico.
- Entrevista motivacional aplicada à Obesidade, com ferramentas práticas para estruturar a conversa clínica, gerir ambivalência, lidar com frustração e definir objetivos realistas, progressivos e mensuráveis.
Este workshop não será naturalmente um curso exaustivo sobre Obesidade, mas sim um espaço de consolidação das bases que sustentam qualquer intervenção terapêutica eficaz. No final da sessão, os participantes deverão sair com instrumentos concretos e aplicáveis, reforçando que os medicamentos são uma ferramenta importante, mas que sem o essencial bem trabalhado não há resultados duradouros.
15:30– 16:00
Intervalo
Coordenação: Grupo de Estudos de Gestão em Saúde (GEST) – APMGF
AUDITÓRIO
16:00 – 17:30
Workshop - Sexualidade nos CSP: abordagem progressiva da Infância à Adolescência
Coordenação: Grupo de Estudos da Sexualidade (GESEX) - APMGF
Sala Arrábida I
Dinamizadores:
Médica Interna de MGF. USF Arcoíris, ULS Amadora-Sintra
Médica Interna de MGF. USF Aqueduto, ULS Póvoa de Varzim/Vila do Conde
Médica de Família. UCSP Sever do Vouga ULS Região de Aveiro
Médica de Família. USF Pombal Oeste, ULS Região deLeiria
A Medicina Geral e Familiar (MGF) ocupa um lugar privilegiado na educação para a sexualidade, acompanhando indivíduos e famílias ao longo de todo o ciclo de vida. A abordagem de temas sensíveis - especialmente os relacionados com saúde sexual na infância e adolescência - pode, contudo, gerar desconforto ou incerteza nos profissionais. Este workshop, promovido pelo Grupo de Estudos da Sexualidade (GESEX) da APMGF, visa capacitar os médicos (especialistas e internos) a gerir de forma segura, estruturada e empática alguns dos dilemas do foro sexual mais comuns da infância e adolescência e complexos do consultório.
No final do workshop, os participantes deverão ser capazes de:
- Identificar e abordar a relutância da criança/jovem em permitir o exame genital;
- Diferenciar o desenvolvimento sexual normal (ex: comportamentos masturbatórios na infância) de comportamentos que requerem intervenção, e de como aconselhar cuidadores acerca destas questões;
- Discutir e aplicar estratégias de comunicação para abordar o consentimento (e riscos éticos/legais) com adolescentes, particularmente no contexto da partilha de imagens e novas tecnologias (IA, sexting);
- Utilizar ferramentas práticas de comunicação e recursos baseados na evidência de apoio na gestão de situações sensíveis em contexto da MGF.
O workshop terá a duração de 90 minutos e será eminentemente prático e interativo, com criação de grupos de trabalho e assente segundo o modelo de case-based learning. Assim, esta metodologia interativa permite a educação não formal e a aquisição de conhecimentos e competências de forma dinâmica, ativa e construtiva, com a partilha de checklists e apresentação de recursos disponíveis. As temáticas a serem abordadas serão os comportamentos masturbatórios e estratégias de aconselhamento parental; formas de sexualidade; violência sexual; sinais de alerta para os profissionais de saúde, a promoção de autonomia e conhecimento.
A gestão adequada destes pontos críticos é fundamental para a promoção da saúde sexual, prevenção do abuso e proteção dos mais jovens. Este workshop oferece aos internos e especialistas de MGF as ferramentas necessárias para uma intervenção segura e informada, fortalecendo a confiança e a qualidade da abordagem da sexualidade desde o primeiro contacto com os utentes.
16:00 – 17:30
Workshop - Insulinoterapia na Prática Clínica
Coordenação: Grupo de Estudos em Diabetologia (GED) - APMGF
Sala Arrábida II
Dinamizadores:
Médica de Família. USF Araceti, ULS Baixo Mondego
Médica de Família. USF Terras de Cira, ULS Estuário do Tejo
Médico de Família. Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal
Médica de Família. USF O Basto, ULS Alto Ave
A insulinoterapia continua a ser um dos principais desafios na abordagem da Diabetes Mellitus (DM) em Medicina Geral e Familiar, sendo frequentemente associada a insegurança clínica, receio de hipoglicemia e dificuldades na adesão por parte dos doentes. Apesar disso, a insulina mantém um papel central no controlo glicémico de um número significativo de pessoas com DM.
Este workshop tem como objetivo capacitar os médicos de família para uma utilização segura, eficaz e confiante da insulinoterapia na prática clínica diária. Serão abordados, de forma pragmática, os princípios fundamentais da iniciação da insulina, a titulação adequada, a intensificação terapêutica quando necessária e a desintensificação em contextos específicos, nomeadamente em doentes idosos, frágeis ou com elevado risco de hipoglicemia.
A sessão será centrada na discussão de casos clínicos reais, representativos da prática em Medicina Geral e Familiar, promovendo a participação ativa dos formandos e a tomada de decisão baseada em cenários clínicos frequentes. Serão discutidas estratégias simples de ajuste posológico, critérios de escolha do esquema de insulinoterapia e integração com terapêuticas não insulínicas.
No final do workshop, os participantes deverão sentir-se mais confiantes na abordagem da insulinoterapia, capazes de individualizar decisões terapêuticas e de integrar a insulina numa estratégia global de controlo metabólico da DM, centrada no doente e na continuidade de cuidados.
16:00 – 17:30
Workshop - Consultas que mudam o prognóstico
Coordenação: Grupo de Estudos de Doenças Cardiovasculares (GEsDCard) – APMGF
Sala Atlântico
Dinamizadores:
Médica de Família. USF do Arco, ULS S. José
Médica de Família. USF Aníbal Cunha, USF Santo António
USF Garcia de Orta, ULS Santo António
USF Garcia de Orta, ULS Santo António
No teu dia-a-dia, há consultas que passam despercebidas, que são repetitivas e que fazemos praticamente em piloto automático … mas também há consultas que podem mudar destinos.
Na Medicina Geral e Familiar, decisões aparentemente pequenas — pedir um exame, ajustar uma dose, reconhecer um sinal de alarme — podem alterar o curso de uma doença e até de uma vida.
Neste workshop, vais percorrer várias estações rotativas, cada uma um cenário clínico diferente, onde o tempo é curto mas onde a tua decisão tem um peso importante. Em cada caso, és tu quem decide o que não pode falhar. O foco é prático, direto e desafiador: que pormenores da anamnese são indispensáveis; que exames pedir e quando; que ajustes terapêuticos devem ser feitos e quando e que situações exigem referenciação urgente?
Em equipa e com o apoio de ferramentas clínicas digitais que apoiam e facilitam a nossa decisão, vais entrar num ambiente dinâmico de discussão, raciocínio rápido e tomada de decisão. Vais perceber exatamente o que faz a diferença entre uma “mais uma consulta” e uma intervenção decisiva que irá mudar prognóstico cardiovascular do nosso doente. Aceita o nosso convite e vem testar o teu instinto clínico, afinar o teu olhar de médico de família e aprender a recorrer a ferramentas práticas que podem transformar o dia a dia da tua consulta.
16:00 – 17:30
Workshop - Da horta ao prato: escolhas alimentares com impacto
Coordenação: Grupos de Estudos One Health – APMGF
Sala Tejo
Dinamizadores:
Médica de Família. USF D. Maria I, ULS Amadora-Sintra
Médica de Família. USF Reynaldo dos Santos, ULS Estuário do Tejo
Médica interna de MGF. USF Porto centro, ULS São João
Médica. Certificação em Medicina do Estilo de Vida
A alimentação é uma das áreas do quotidiano com maior impacto ambiental, influenciando diretamente as emissões de gases com efeito de estufa, o consumo de água, o uso do solo e a perda de biodiversidade. A adoção de padrões alimentares mais sustentáveis, nomeadamente de base vegetal (plant-based), representa uma oportunidade concreta e imediata para mitigar estes impactos, promovendo simultaneamente ganhos em saúde pública.
Este workshop tem como objetivo sensibilizar e capacitar os participantes para escolhas alimentares mais conscientes, através da exploração da relação entre alimentação plant-based e sustentabilidade ambiental. Utilizando uma abordagem prática, participativa e baseada em evidência científica, o workshop articula conceitos-chave sobre impacto ambiental dos alimentos com exemplos do dia a dia, facilitando a sua aplicação em contextos reais.
Ao longo da sessão, os participantes serão convidados a refletir sobre os impactos ambientais de diferentes padrões alimentares, a desconstruir mitos associados à alimentação plant-based e a analisar alternativas sustentáveis a pratos tradicionais. Serão desenvolvidas atividades interativas incluindo a reformulação de refeições para versões de base vegetal, a leitura crítica de rótulos e a identificação de critérios como sazonalidade, origem dos alimentos e grau de processamento.
A sessão termina com a definição de compromissos individuais de mudança, promovendo a adoção gradual e realista de práticas alimentares mais sustentáveis. Ao promover pequenas mudanças com impacto significativo, pretende contribuir para escolhas alimentares mais completas, saudáveis e ambientalmente responsáveis.
17:30 - 18:00
Coffee Break
Coordenação: GE Diversidades Sexuais e de Género – APMGF
SALA 1
18:00 - 19:30
Workshop - Questionários que fazem a diferença: como criar, adaptar e validar questionários que produzem boa ciência (e não ruído) em Medicina Geral e Familiar
Coordenação: Departamento de Investigação APMGF
Sala Arrábida I
Dinamizadores:
Médica Interna de MGF. USF Lapiás, ULS Amadora-Sintra
Médico de Família, USF Vale do Âncora, ULS do Alto Minho
Médico de Família. Departamento de Investigação da APMGF. Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa. Departamento de Engenharia e Gestão do Instituto Superior Técnico
Os questionários são uma ferramenta central na investigação em Medicina Geral e Familiar, permitindo explorar perceções, comportamentos, resultados em saúde e práticas clínicas em contextos reais. No entanto, questionários mal concebidos podem introduzir vieses significativos, comprometer a validade dos resultados e limitar a utilidade da investigação produzida.
Por outro lado, são comuns as dúvidas sobre o uso de questionários traduzidos pelos investigadores, validados em contextos fora da MGF / CSP, ou noutro país, se há inconvenientes em misturar num questionário questões que provêem de outros questionários, e de como podemos examinar e demonstrar a validade dos questionários que pretendemos aplicar.
Este workshop tem como objetivo capacitar Médicos de Família para a conceção, validação e aplicação de questionários de investigação. Serão abordados os princípios fundamentais da construção de questionários, incluindo definição clara de objetivos, escolha do tipo de perguntas, tradução de questionários, formulação de itens, escalas, validade, bem como erros comuns que devem ser evitados.
Através de exemplos concretos, análise crítica de situações reais e exercícios práticos, os participantes irão desenvolver competências para criar instrumentos de recolha de dados claros, eficientes e cientificamente robustos.
No final do workshop, espera-se que os participantes se sintam mais confiantes na utilização de questionários como ferramenta de investigação, contribuindo para a produção de conhecimento relevante e de qualidade em Medicina Geral e Familiar.
18:00 - 19:30
Workshop - POCUS: do caso clínico à decisão em 90 minutos
Coordenação: Grupo de Estudos em Ecografia Point-of-Care (GEco) - APMGF
Sala Arrábida II
Dinamizadores:
Médico de Família. USF Rodrigues Miguéis, ULS Santa Maria
Médica de Família. USF Reynaldo dos Santos, ULS Estuário do Tejo
Médico de Família. UCSP Albufeira, ULS Algarve
Médico de Família. USF Conde da Lousã, ULS Amadora
A Ecografia Point-of-Care / Point-Of-Care UltraSound (POCUS) tem vindo a afirmar-se como uma extensão do exame objetivo, permitindo responder de forma rápida e integrada a questões clínicas frequentes, não só no contexto hospitalar como também no contexto dos cuidados de saúde primários, tendo vindo a captar interesse crescente no panorama da MGF portuguesa. Ainda assim, para muitos colegas o primeiro contacto com a técnica continua a ser um desafio, tanto do ponto de vista técnico como da sua integração na prática clínica.
Este workshop foi concebido como uma sessão de descoberta, uma iniciação ao POCUS, dirigida a médicos de família sem experiência prévia ou em fase inicial de aprendizagem. O seu principal objetivo é proporcionar um primeiro contacto estruturado com a técnica, demonstrando o seu impacto clínico através de casos clínicos reais e permitindo aos participantes manusear uma sonda ecográfica pela primeira vez, em estações práticas hands-on, num ambiente supervisionado e orientado para a prática clínica diária.
A sessão terá um formato híbrido, iniciando-se com a discussão de casos clínicos reais, nos quais a utilização de POCUS teve impacto relevante na clarificação diagnóstica ou na tomada de decisão clínica. Estes casos funcionarão como fio condutor do workshop, ilustrando de forma concreta quando, como e com que objetivos pode o POCUS ser utilizado no contexto dos cuidados primários. Após um breve enquadramento técnico, centrado nos princípios essenciais da ecografia clínica, segue-se a componente prática: estações práticas hands-on, em pequenos grupos, onde os participantes terão contacto directo com o ecógrafo e farão aquisição de imagens ecográficas e a sua interpretação sob a orientação dos formadores. As estações abordarão aplicações clínicas diversas de POCUS relevantes no contexto da MGF.
18:00 - 19:30
Workshop - Ponto a Ponto: Workshop de Sutura para Médicos de Família
Coordenação: Grupo de Estudos de Pequena Cirurgia (GEPeCx) - APMGF
Sala Atlântico
Dinamizadores:
Médica de Família. UCSP Norte (Mozelos), ULS Entre Douro e Vouga
Médico de Família. USF Cedofeita, ULS Santo António
Médico de Família. USF Garcia de Orta, ULS Santo António
Médico de Família. USFD. João V, ULS Santa Maria
A realização adequada de sutura é dependente da prática e treino, sendo os conhecimentos nesta área muitas vezes negligenciados na formação específi ca de Medicina Geral e Familiar. Frequentemente, os profi ssionais têm seu primeiro contato prático com suturas em ambientes clínicos reais, enfrentando pacientes reais. Tal resulta em insegurança na realização de técnicas de sutura e de procedimentos de pequena cirurgia nos Cuidados de Saúde Primários.
É nesse contexto que surge a necessidade de preencher essa lacuna, transformando a sutura num ato de autonomia e desenvolvimento profi ssional. Uma formação prática e direcionada torna-se essencial para sustentar uma prática clínica segura e informada em suturas de feridas cutâneas.
O Workshop “Ponto a Ponto: Workshop de Sutura para Médicos de Família” é direcionado para médicos especialistas e internos de Medicina Geral e Familiar de
modo a capacitar e promover o desenvolvimento de competências e confi ança na realização de sutura no seu quotidiano.
Objetivo geral
Adquirir as competências básicas para realização de diferentes técnicas de sutura.
Objetivos específicos
- Identificar situações e indicações em que se recorre à sutura.
- Conhecer os diferentes tipos de pontos de sutura.
- Identificar e saber escolher e manipular o material necessário para realizar suturas.
- Executar corretamente as técnicas de assépsia.
- Executar corretamente técnicas de anestesia local.
- Aprender a realizar pontos simples e complexos.
- Conhecer cuidados pós-sutura e gestão de complicações.
Atividades
O workshop será dividido em duas componentes: teórica e prática.
Componente teórica - 30 minutos
Em formato de apresentação teórica, com exposição dos seguintes conteúdos:
I. Definição e princípios básicos de feridas e cicatrização.
II. Instrumentos básicos e sua manipulação para a realização de sutura.
III. Assepsia e preparação do campo cirúrgico.
IV. Princípios básicos das técnicas de anestesia local e caracterização dos diferentes anestésicos locais.
V. Identificação e seleção do fi o de sutura adequado para cada situação.
VI. Tipos de sutura: pontos simples e pontos complexos.
VII. Cuidados de penso e gestão de complicações.
VIII. Apresentação do “Manual de Boas Práticas em Pequena Cirurgia nos Cuidados de Saúde Primários”
Componente prática - 1 hora
Demonstração da técnica de assepsia, técnica de anestesia local e dos diferentes tipos de sutura (pontos simples e complexos). Prática em modelos, com tutoria dos formadores.
18:00 - 19:30
Workshop - Fragilidade - Ferramentas de Rastreio e Intervenção em Cuidados de Saúde Primários
Coordenação: Grupo de Estudos de Saúde do Idoso/Geriatria (GESI) – APMGF
Sala Tejo
Dinamizadores:
Médicade Família. USF Amanhecer, ULS Santo António
Médicade Família. USF Baião, ULS Tâmega e Sousa. Pós-graduada em Geriatria pela FMUP. Doutoranda em Gerontologia e Geriatria no ICBAS UP
Médica interna de MGF. USF Despertar, ULS Santo António. Pós-graduada em Geriatria pela FMUP
Médica interna de MGF. USF Valongo, ULS São João. Pós-graduada em Geriatria pela FMUP
A fragilidade é uma síndrome geriátrica caracterizada por uma reserva funcional limitada, decorrente do declínio cumulativo de múltiplos sistemas fisiológicos. Acarreta menor capacidade de manter a homeostasia após um evento adverso como uma doença aguda, aumentando o risco de incapacidade, hospitalização e morte.
Em Portugal, segundo dados do projeto Nutrition UP 65, a prevalência de fragilidade nas pessoas mais velhas na comunidade é de 21,5%, mas a pré-fragilidade afeta mais de metade dos indivíduos (54,3%), sublinhando o papel preventivo crucial da Medicina Geral e Familiar.
O objetivo deste workshop é capacitar os profissionais de saúde para a identificação sistemática da fragilidade através de ferramentas validadas e para a implementação de intervenções multicomponentes personalizadas, visando a preservação da funcionalidade e autonomia da pessoa mais velha.
Objetivos de Aprendizagem
Após a participação no workshop, os participantes deverão ser capazes de:
- Compreender a Síndrome de Fragilidade: diferenciar o modelo fenotípico do modelo de acumulação de défices e a sua relação com a sarcopenia;
- Identificar e estratificar: selecionar e aplicar ferramentas de rastreio e diagnóstico clínico, preferencialmente validadas para a população portuguesa;
- Intervir na pessoa mais velha frágil e pré-frágil com base na evidência:
- prescrever programas de exercício físico multicomponente (Vivifrail);
- prescrever intervenções nutricionais específicas;
- gerir medicação potencialmente inapropriada usando os critérios STOPP/START versão 3.
Metodologia
O workshop adota metodologias ativas de ensino-aprendizagem, focadas na prática clínica dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), nomeadamente:
- Case Based Learning: discussão de casos clínicos focando diferentes graus de fragilidade, permitindo explorar ferramentas de rastreio e estratégias de intervenção individualizadas;
- Hands-on: simulações práticas para execução do Short Physical Performance Battery e uso da aplicação digital Vivifrail;
- Team-Based Learning: divisão e trabalho em equipas para a discussão dos casos clínicos e elaboração de Planos de Cuidados Personalizados.
Discussão
A abordagem proativa da fragilidade nos CSP é essencial para inverter o declínio funcional em pessoas mais velhas. Esta gestão não só melhora a independência e a qualidade de vida da pessoa mais velha, como também contribui para a sustentabilidade do sistema de saúde.
18:00 - 19:30
Workshop - Prescrever menos, cuidar mais benzodiazepinas em foco
Coordenação: Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd)
Sala Douro
Dinamizadores:
Médica de Família. USF O Basto, ULS Alto Ave. Professora convidada da FMUL e da Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa de Lisboa. Membro fundador do GEsCAd, elemento da coordenação. Secretária-Geral da Associação Portuguesa de Medicina da Adição.
Médico de Família. USF Eça, ULS do Arco Ribeirinho. Membro fundador do GEsCAd, elemento da coordenação; Membro da Associação Portuguesa de Medicina da Adição.
Médicode Saúde Pública. ULS do Alto Ave
Médico Interno de MGF. USF Conchas, ULS de Santa Maria. Membro do Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd)
O consumo excessivo de ansiolíticos, sedativos e hipnóticos é um problema transversal a nível nacional e internacional, sendo uma parte significativa da sua prescrição e gestão realizada nos Cuidados de Saúde Primários. As benzodiazepinas apresentam indicações clínicas bem definidas, devendo a sua prescrição ser criteriosa. A sua utilização prolongada não é, de forma geral, recomendada, tendo em conta os efeitos indesejáveis e os riscos conhecidos associados ao uso a longo prazo, com repercussões negativas em diferentes faixas etárias, particularmente na população idosa. Neste workshop serão abordadas, de forma prática e baseada na evidência, as indicações adequadas para prescrição, os critérios para iniciar a desprescrição e protocolos seguros de descontinuação, aplicáveis diretamente na consulta.
Serão ainda discutidas estratégias de comunicação com o doente e gestão de dificuldades frequentes no processo de redução. Uma sessão pensada para apoiar decisões clínicas no dia a dia e promover cuidados mais seguros e eficazes.
08:15
Abertura do secretariado
Comunicações Livres
Auditório
08:30 - 09:45
Apresentação de Trabalhos de Investigação
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médicode Família. USF Esgueira+, ULS Região de Aveiro. Investigador e Professor noDepartamento Ciências Médicas, Universidade de Aveiro
Médica de Família. ULS Alentejo Central
CO 8 -CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO COM DIAGNÓSTICO DE HERPES ZOSTER NUMA USF - ESTUDO OBSERVACIONAL, DESCRITIVO, TRANSVERSAL
Júlia Sofia Montalvão Neves1, Ana Rute Carreira1, Maria de Lurdes Rocha1
1 USF D. Diniz - ULS Região de Leiria
CO 13 -PERSPETIVA DOS MÉDICOS DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR ACERCA DOS MÉDICOS DE ESPECIALIDADE HOSPITALAR: ESTUDO OBSERVACIONAL QUALITATIVO
Luiz Miguel Santiago1, Francisca Setim Melim2, Inês Rosendo2
1 Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra; Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra, 2 Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
CO 87 -QUALIDADE DO SONO DOS MÉDICOS INTERNOS DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR - UM ESTUDO TRANSVERSAL EM PORTUGAL
Diana Pereira Costa1, Ana M. Azevedo2, Ana Sofia Pacheco3, Ana Vieirade Carvalho4, Cristiana Vieira Maia5, Joana Ruivo Domingos6
1 USF Saúde Mais - ULS de Entre Douro e Vouga, 2 USF Sudoeste - ULS de Entre Douro e Vouga, 3 UCSP Boticas - ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, 4UCSP Chaves I-B - ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, 5 USF Aquae Flaviae - ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro, 6 USF Egas Moniz - ULS de Trás-os-Montes e Alto Douro
CO 88 -RISCOS PSICOSSOCIAIS E BURNOUT EM PROFISSIONAIS DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS: ESTUDO TRANSVERSAL NUMA UNIDADE LOCAL DE SAÚDE
Ana Raquel Dias1, Mariana Almeida2, Mariana Ribeiro3, Valéria Henriques4, Gabriela Vinagreiro5
1 USF Senhora de Vagos, 2 USF Atlântico Norte, 3 USF Beira Ria, 4 USF Leme, 5 USF Costa de Prata
CO 103 -DETERMINANTES DA UTILIZAÇÃO EXCLUSIVA DE CONSULTAS PROGRAMADAS E NÃO PROGRAMADAS NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS
João Carneiro1, Paulo Santos2
1 ULS EDV - USF Cuidar, 2 CINTEV
08:30 - 09:45
Apresentação de trabalhos de Melhoria Continuada Qualidade
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderadores
Médico de Família.
Médica de Família. USF Araceti, ULS Coimbra
CO 41 -PROJETO AR: UMA MELHORIA DA QUALIDADE NA AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA DOS FUMADORES
Juliana de Carvalho Magalhães1, Joana Fernandes2, Márcia Novais3, Pedro Pereira2, João Santos2
1 USF Barcel Saúde; ULS Barcelos/Esposende; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 2 USF Barcel Saúde; ULS Barcelos/Esposende, 3 USF Sete Caminhos; ULS Santo António
CO 55 -CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO COM DOENÇA RENAL CRÓNICA NUMA USF E INTRODUÇÃO DE TERAPÊUTICA MODIFICADORA DE PROGNÓSTICO - MELHORIA CONTÍNUA DE QUALIDADE
Júlia Sofia Montalvão Neves1, Ana Rute Carreira1, Maria de Lurdes Rocha1, Marta Ribeiro1, Maria Inês Pinto1, Ana Rita Faustino1, Mónica Reis1, Ana Rita Pina1
1 USF D. Diniz - ULS Região de Leiria
CO 64 -GESTÃO DE SITUAÇÕES DE VIOLÊNCIA CONTRA OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE: PROJETO DE INTERVENÇÃO NUMA USF DO NORTE DE PORTUGAL
Francisca Ornelas1, Beatriz Serpa Pinto1, Bárbara Gameiro11, Inês Ferreira1, Maria Moreira1, Maria Fael1
1 USF Serpa Pinto
CO 106 -MELHORIA DA QUALIDADE DA PRESCRIÇÃO DE ANTIBIÓTICOS NUMA USF: PROGRAMA DE APOIO À PRESCRIÇÃO DE ANTIBIÓTICOS EM CSP
Ana Resende Mateus1
1 USF Horizonte, ULS de Matosinhos
08:30 - 09:45
Apresentação de Relatos de Caso
Comunicações Livres
Sala Atlântico
Moderadores
Médicade Família. USF Estrela do Mar, ULS Algarve
Médicode Família. USF Inovar, ULS Almada Seixal
CO 50 - MIOCARDIOPATIA DILATADA SILENCIOSA: UM RELATO DE CASO.
Joana Araújo Silva1, Jorge Henriques Teixeira1, Adriana Lobo Côrte-Real1, Mariana Brás da Cunha1
1 USF Baguim, ULS Santo António
CO 76 - ANATOMIA DO ERRO: QUANDO A TRANSIÇÃO DE CUIDADOS FALHA
A. Filipa Gonçalves1, Ângela Santos Neves1, Adriana Miranda Santos1
1 USF Araceti
CO 77 - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL E FASCICULAÇÕES: QUANDO A ANSIEDADE DIAGNÓSTICA DESAFIA O MÉDICO DE FAMÍLIA
Margarida Pilar Capitão1, Filipa Santos1, João Pedro Gonçalves1, Brigite Ferreira1
1 USF Coimbra Norte
08:30 - 09:45
Apresentação de Relatos de Prática
Comunicações Livres
Sala Tejo
Moderadores
Médica de Família. USF Gil Eanes, ULS Alto Minho
Médicade Família. UCSP Faro, ULS Algarve
CO 6 -FORMAÇÃO EM CUIDADOS PALIATIVOS NA ULS LITORAL ALENTEJANO: RELATO DE PRÁTICA
Maria Beatriz Afonso1, Bárbara Alvarenga2, Fernando Medina3, Margarida Damas de Carvalho3, Susana Miguel1
1 ULS Coimbra - USF Coimbra Centro, 2 ULS São João - USF Faria Guimarães, 3 Unidade de Cuidados Paliativos - ULS Litoral Alentejano
CO 25 - O GPS DO NÃO PRESENCIAL: UM FLUXOGRAMA PARA TRANSFORMAR PEDIDOS EM AGENDA
David Silva1, Fábio Bastos1, Beatriz Bernardes1, Inês Pinto1, LuísTeixeira1
1 USF Arte Nova, ULS Região de Aveiro
CO 67 - DORUÍDO À AÇÃO: INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA OTIMIZAÇÃO DA CONSULTA DOS RECURSOS DA COMUNIDADE E DA ULS
Rui Diogo Oliveira Rodrigues1, Alice Avanzo2, Beatriz Machado2, Joana Raminhos2
1 USF Carcavelos - Unidade Local de Saúde Lisboa Ocidental, 2 USF Carcavelos, ULS Lisboa Ocidental
CO 70 - ATERRA ONDE O SOL NASCE: A PROPÓSITO DE UM ESTÁGIO EM TIMOR LOROSAE
Carina Leitão Mateus1, Teresa Moinhos2
1 USF Oriente, 2 USF Baixa
CO 75 -G-AASSESS – ESCALA GERIÁTRICA (GERIATRIC ASSESSMENT)
Inês Camões Rodrigues1
1 USF Mactamã
CO 86 - MGF ALÉM DO CONTINENTE: UM RELATO DE PRÁTICA EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS NO CONTEXTO INSULAR
Mariana Jácome1, Clarisse Calça Coelho2, Cláudia Álvares3, Mariana Moura Almeida4
1 USF Condeixa, ULS Coimbra, 2 USF Mondego, ULS Coimbra, 3 USF Moliceiro, ULS Região de Aveiro, 4 USF Atlântico Norte, ULS Região de Aveiro
10:00 - 11:00
Burnout: diagnóstico, tratamento e reorganização pessoal e profissional
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médico de Família. USF Beira Saúde, ULS Castelo Branco
Médica de Famíliar. USF Beira Saúde, ULS Castelo Branco
Psicóloga clínica. Bee Yourself
Psiquiatra. Hospital Fernando da Fonseca, Coordenador Hospital Dia
Nesta mesa iremos abordar o Burnout, que afeta um número crescente de médicos. O foco da discussão será dividido em três pilares: o diagnóstico, o tratamento e a reorganização necessária que permita voltar a trabalhar de forma equilibrada.
É essencial desmistificar o diagnóstico, discutindo não apenas as características emocionais e físicas da síndrome, mas também como reconhecê-las em contexto profissional. A conversa será centrada na dificuldade de um profissional de saúde se ver e sentir no papel de doente, a importância de procurar ajuda e a necessidade de uma avaliação abrangente, que tenha em consideração o bem-estar integral da pessoa.
Serão, naturalmente, abordadas as opções de tratamento disponíveis, desde a psicoterapia até às mudanças no ambiente de trabalho e ajustes de carga horária. Incentivaremos a troca de ideias sobre estratégias que funcionam, procurando sempre uma abordagem prática e sem preconceitos, que reconheça a singularidade de cada caso.
Por último, discutiremos a necessidade de uma reorganização efetiva no ambiente de trabalho e na vida pessoal. Serão explorados aspetos como a cultura organizacional, a promoção de um ambiente saudável e as políticas de bem-estar no trabalho.
Espera-se um ambiente colaborativo e construtivo, livre de estigmas, onde todos se sentirão à vontade para partilhar as suas opiniões e reflexões.
10:00 - 11:00
Ensaios Clínicos nos Cuidados Saúde Primários: estamos preparados?
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médico de Família. APMGF
Médico de Família. Departamento de Investigação APMGF
Médica de Família. AMPIF (Associação Portuguesa de Medicina Farmacêutica)
Médica de Família. Gestora de projetos na área de investigação em saúde na AICIB
A investigação clínica está a mudar de forma acelerada. O crescimento dos Ensaios Clínicos Descentralizados, impulsionado pela pandemia de COVID-19 e consolidado pelas recentes orientações das instituições internacionais está a redefinir profundamente os modelos tradicionais de investigação.
Neste novo contexto, os Cuidados de Saúde Primários surgem como o espaço natural para o desenvolvimento destes ensaios. A proximidade aos cidadãos, a continuidade assistencial e o conhecimento dos contextos reais de vida colocam os médicos de Medicina Geral e Familiar numa posição privilegiada para assumir um papel central, não apenas como participantes, mas como líderes da investigação clínica.
Esta mudança estrutural só será possível se for acompanhada por modelos organizativos que sustentem a investigação no terreno e o trabalho em parceria. Estes modelos assumem um papel estratégico na articulação entre a assistência, o ensino e a investigação, promovendo um ecossistema que valoriza a evidência e o conhecimento entre todas as especialidades. As PBRNs CACs são redes colaborativas de unidades de saúde que trabalham em conjunto para gerar conhecimento científico a partir da prática real. Ao trabalhar em rede, ultrapassam-se os constrangimentos de isolamento profissional e assegura-se a massa crítica necessária para uma investigação relevante e representativa.
Mas o desafio permanece: estamos, enquanto médicos de família, preparados para liderar esta revolução ou vamos assistir à mudança a partir da margem?
10:00 - 11:00
Apresentação de Revisão de Tema
Comunicações Livres
Sala Atlântico
Moderadores
Médicade Família. USF Bom Porto, ULS de Santo António
Médica de Família. Fundação Bom Sucesso
CO 2 - AEFICÁCIA E A SEGURANÇA DO USO DE PROBIÓTICOS, NA PREVENÇÃO DA DERMATITE ATÓPICADA CRIANÇA: UMA REVISÃO BASEADA NA EVIDÊNCIA.
Avelino Joaquim Gomes Tavares1
1 USF Vale do Âncora
CO 22 - O IMPACTO DO TEMPO DE ECRÃ NOS SINTOMAS DE PERTURBAÇÃO DE HIPERATIVIDADE E DÉFICEDE ATENÇÃO (PHDA) – QUAL A EVIDÊNCIA?
Mariana Silva1, Rui Robalo1, Cláudia Silva1
1 USF Carolina Beatriz Ângelo
CO 51 -INIBIDORES DA BOMBA DE PROTÕES E DÉFICE DE VITAMINA B12: VALE A PENA RASTREAR? UMA REVISÃO BASEADA NA EVIDÊNCIA
MARGARIDA PILAR CAPITÃO1, Joana Alves2, Iolanda Silva2, Filipa Santos1, Brigite Ferreira1
1 USF Coimbra Norte, 2 USF Rainha Santa Isabel
CO 101 -EXPOSIÇÃO AO AMBIENTE DE URGÊNCIA E O RISCO DE INFEÇÃO - REVISÃO DE TEMA PARAUMA PRÁTICA CLÍNICA BASEADA NA EVIDÊNCIA
Vanessa C. Alves1, Catarina Viegas Dias2
1 USCP Olivais - ULS São José, 2 NOVA Medical School
11:00 - 11:30
Coffee Break
Comunicações Livres
Sala 2
11:30 - 12:00
Conferência Inaugural
Comunicações Livres
Auditório
Moderadores
Médica de Família. Autora do Podcast «Consulta Aberta» na @sicnoticias
12:00 - 12:45
Cerimónia de abertura
Comunicações Livres
Auditório
12:45 - 14:00
Almoço de trabalho
Comunicações Livres
Sala 2
14:00 - 15:00
Comunicações Livres
Descomplicar a abordagem à menopausa: terapêutica hormonal e alternativas
Auditório
Moderação
Médica de Família. USF Génesis, ULS Loures-Odivelas
Ginecologista-Obstetra. Departamento de Obstetrícia, Ginecologia e Medicina da Reprodução, ULS Santa Maria
Esta sessão pretende fornecer ferramentas práticas para a abordagem da mulher na peri e pós-menopausa.
Iremos clarificar quando iniciar terapêutica hormonal, qual a janela de oportunidade e quais os critérios de elegibilidade e segurança.
De forma prática, serão abordadas as dúvidas mais frequentes da prática clínica.
Serão também discutidas as principais alternativas não hormonais e os cuidados específicos nas mulheres neste período de vida, permitindo uma abordagem individualizada e baseada na evidência.
O foco é tornar o acompanhamento nesta fase da vida mais simples, seguro e confiante no dia a dia do Médico de Família.
14:00 - 15:00
Prescrição Cultural
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderadores
Médica de Família. Direçãoda APMGF
Psicóloga Clínica e da Saúde. Membro da Equipa de Coordenação da Prescrição Cultural no Alentejo Central, Comunidade Intermunicipal do Alentejo Central (CIMAC) e ULS Alentejo Central (ULSAC) Doutoranda na ENSP - UNL
Médica de Família. Primary Care Coordinator, knok. Assistente Convidada, MEDCIDS - Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Tesoureira da SPMEV
Investigadora. Membro da Equipa de Prescrição Cultural da U.Porto / Faculdade de Psicologia e de Ciências daEducação da Universidade do Porto (FPCEUP)
A prescrição cultural tem vindo a ser cada vez mais implementada a nível dos cuidados de saúde primários e consiste na recomendação de atividades culturais, como visitas a museus, participação em eventos artísticos, leitura, música ou teatro, como um complemento terapêutico. Este conceito baseia-se no reconhecimento do impacto positivo da cultura na saúde física, mental e social, alinhando-se com o modelo biopsicossocial que orienta a Medicina Geral e Familiar.
Na prática, o objetivo da prescrição cultural é promover o bem-estar global do utente, reforçando a integração social e reduzindo fatores de risco associados ao isolamento, depressão e ansiedade. Ao incluir atividades culturais no plano de cuidados, o médico de família contribui para uma abordagem centrada na pessoa, que valoriza não apenas a dimensão clínica, mas também os determinantes sociais da saúde.
Estudos demonstraram que aparticipação em atividades culturais está associada a uma melhoria da qualidadede vida e da saúde mental, redução do stress, aumento da autoestima e uma maior adesão aos cuidados de saúde bem como o fortalecimento da relação médico-utente.
A prescrição cultural pode também atuar como ferramenta preventiva, promovendo estilos de vida saudáveis e reforçando a ligação à comunidade.
A integração desta prática requer uma abordagem personalizada, baseada nos interesses e contexto sociocultural do utente. Os profissionais de saúde devem primeiramente identificar oportunidades locais e articular com instituições culturais, garantindo acessibilidade e adequação das recomendações. A implementação pode ser facilitada por protocolos e parcerias entre unidades de saúde e entidades culturais.
Assim, a prescrição cultural representa uma oportunidade para inovar nos cuidados de saúde, reforçando apromoção da saúde e a humanização da prática clínica.
14:00 - 15:00
Apresentação e discussão de Protocolos
Comunicações Livres
Sala Atlântico
Comentadores
Médico de Família. Professor Associado com agregação da FMUP. Diretor do Mestrado em Cuidados de Saúde Primários da FMUP
CO 32 -VISÃO DOS AUXILIARES DE AÇÃO DIRETA SOBRE OS CUIDADOS PALIATIVOS NUMA ESTRUTURA RESIDENCIAL PARA PESSOAS IDOSAS: ESTUDO QUALITATIVO
Ana Rita Murcho1
1 USF Colares, ULS Amadora Sintra
CO 81 -COMPASS 65+: "SNACKS" DE ATIVIDADE FÍSICA NA COMUNIDADE PARA UM ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL EM IDOSOS COM EXCESSO DE PESO E OBESIDADE
Susana Miguel1, Anabela Mota Pinto2, Guilherme Eustáquio Furtado3, Carlos Seiça Cardoso2
1 ULS Coimbra, USF Coimbra Centro, 2 FMUC (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra), 3 IPC (Instituto Politécnico de Coimbra)
CO 89 -EFEITO DE UMA APLICAÇÃO MÓVEL DE MONITORIZAÇÃO DA ATIVIDADE FÍSICA NO SÍNDROME METABÓLICO: PROTOCOLO DE UM RCT
Andreia Lobo1, Luiz Miguel Santiago2, Ana Luis Pereira3, António CruzFerreira4, Pedro Augusto Simões5
1 USF Cruz de Celas, 2 Faculdade de medicina da Universidade de Coimbra, 3 CEO at Healthy Smart Cities, 4 Departamento de Medicina do Desporto, Instituto Português do Desporto e Juventude, 5 Universidade da Beira Interiro
CO 92 -DESIGUALDADES SOCIO ECONÓMICAS NA ASMA EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS (CSP)
Ana Margarida Cruz1, Nuno Pina Soares2, Eurico Silva3, Jaime Correia de Sousa4, Luís Alves5
1 ULS Santo António, USF Bom Porto, ICBAS - UP, 2 ULS Viseu Dão Lafões, USF Alves Martins, 3 ULS Entre Douro e Vouga, USF João Semana, 4 Escola de Medicina da Universidade do Minho; Instituto de Investigação em Ciências da Vidae da Saúde (ICVS), Universidade do Minho, 5 ULS Gaia Espinho, USF Sto. André do Canidelo, ICBAS-UP
15:00 - 16:00
Sessão Patrocinada
Comunicações Livres
Auditório
16:15 - 17:00
MGF e Inteligência Artificial: Substituir ou Potenciar?
Comunicações Livres
Auditório
Moderadores
Médica de Família. CEO, HSC Healthy Smart Cities
Médico de Família. Coordenador Médico NVI Porto e membro do conselho médico nacional do Insituto de Segurança Social (ISS). Presidente do Colégio da Competência em Peritagem Médica da Segurança Social da Ordem dos Médicos. Docente convidado FMUP
Médico de Família. Coordenador USF Lapiás ULS Amadora-Sintra. Mestrando do Mestrado de Gestão da Transformação Digital no Setor da Saúde (ISCTE, Laurea University e Thessaloniki University)
Médico de Família. USF Esgueira+, ULSRegião de Aveiro. Investigador e Professor no Departamento Ciências Médicas, Universidade de Aveiro
Esta mesa-redonda propõe uma reflexão crítica e interativa sobre o papel da Inteligência Artificial (IA) na Medicina Geral e Familiar (MGF), explorando a tensão entre substituição e potenciação do médico de família. A sessão foi concebida como um espaço de debate dinâmico, com envolvimento ativo do público através de televoting, baseado em cenários hipotéticos inspirados em aplicações reais e emergentes da IA em cuidados de saúde primários.
O formato integra um painel multidisciplinar, com representantes da academia, do Serviço Nacional de Saúde e do sector privado, sob moderação, promovendo o confronto de perspetivas sobre ensino médico, prática clínica, organização dos cuidados e governação em saúde. Perante cada cenário, os participantes são convidados a posicionar-se — “substituir” ou “potenciar” — enquanto os oradores discutem implicações éticas, clínicas, pedagógicas, organizacionais e legais.
Mais do que fornecer respostas definitivas, esta sessão pretende estimular pensamento crítico, literacia em IA e consciência dos riscos e oportunidades associados à sua integração na MGF, reforçando a necessidade de envolvimento ativo dos médicos de família na definição do futuroda especialidade.
16:15 - 17:15
Vende-nos o teu projeto
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médico de Família. USF Cela Saúde, ULS Coimbra. Departamento de Investigação da APMGF.
Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Médica de Família. USF Jardins da Encarnação. Departamento Investigação APMGF
Médico de Família.
Médico de Família. Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra
Médica de Família. Direção Nacional da APMGF
Na sessão "Vende-nos o Teu Projeto" do 43º Encontro Nacional de MGF vamos atribuir 11 mil euros em Bolsas de investigação aos investigadores selecionados para fomentar a inovação e a investigação em Medicina Geral e Familiar.
Durante a sessão, cada proponente disporá de cinco minutos para apresentar e “vender” a sua ideia de investigação aos mentores, evidenciando o racional do estudo, a metodologia proposta e o potencial impacto para os doentes/cidadãos, as unidades de saúde e a sociedade.
As propostas serão avaliadas com base na originalidade, pertinência para a MGF e os CSP, qualidade metodológica, rigor científico e demais atributos de valorização da investigação em cuidados de saúde primários.
Após as apresentações, os mentores discutirão as propostas e cada um selecionará o projeto que irá apoiar. As decisões serão anunciadas na sessão de encerramento do 43.º Encontro Nacional de MGF. O júri procurará valorizar o mérito científico das ideias e o seu potencial contributo para o desenvolvimento dos CSP.
Três projetos receberão um cheque de 3000 euros e o acompanhamento pelo mentor e outros dois serão apoiados com uma bolsa no valor de 1000 euros e acompanhamento na sua execução pelo Departamento de Investigação da APMGF.
16:15 - 17:15
Apresentação de Relatos de Prática
Comunicações Livres
Sala Atlântico
Moderadores
Médica de Família
Médica de Família. USF Génesis, ULS Loures-Odivelas
CO 17 -PROJETO DE INTERVENÇÃO NA ÁREA DA DPOC NUMA USF
Cláudia Álvares1, Inês Vicente Osório1, Francisca Maniés Silva1, Joana Andrade Glória1, Andreia Ramalho1
1 USF Moliceiro
CO 23 -ACESSO AOS SERVIÇOS DE SAÚDE: INTERVENÇÃO COMUNITÁRIA PARA PROMOÇÃO DALITERACIA EM SAÚDE
Eddy Francisco Martins1, Ana Filipa Gonçalves2, Ângela Neves2, Joana Vale2
1 USF Flor de Sal, 2 USF Araceti
CO 29 -OUTROS CAMINHOS PARA A MESMA MISSÃO: RELATO DE PRÁTICA EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR NOS PAÍSES BAIXOS
João Francisco Poças1
1 USF Cedofeita - ULS Santo António
CO 43 -"ALÉM DA TIRA TESTE: A RELAÇÃO ALBUMINA-CREATININA COMO PADRÃO DE CUIDADO ESSENCIAL NO RASTREIO DA DOENÇA RENAL CRÓNICA NA POPULAÇÃO DE RISCO"
Juliana de Carvalho Magalhães1, Lídia Azevedo2, José Chaves3, DéboraCampos3, João Santos3
1 USF BarcelSaúde; ULS Barcelos/Esposende; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 2 USF Santo António; ULS Barcelos/Esposende;, 3 USF Barcel Saúde; ULS Barcelos/Esposende
CO 96 -BREVE INTERVENÇÃO NUTRICIONAL EM PADRÕES ALIMENTARES – APLICAÇÃO DO MODELO DOS 5AS NO TRATAMENTO DA OBESIDADE NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS
Ana Beatriz Silva1, Maria Inês Leal1, Sónia Torres1, Inês Souto Miranda1, Deolinda Chaves Beça1
1 USF Carvalhido
16:15 - 17:15
Asthma escape room
Coordenação/Dinamização: GRESP
Sala Tejo
Moderadores
Pede-se aos participantes que tenham consigo PC ou tablet, uma ferramenta fundamental para otimizar a experiência.
17:15 - 17:45
Sessão Patrocinada
Comunicações Livres
Auditório
17:45 - 18:15
Coffee Break
Comunicações Livres
Auditório
18:15 – 19:15
Crescer com Ecrãs: proteger a infância na era digital
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médica de Família
Presidente da Direção da Mirabilis
Médica Pediatra. Coordenadora da Unidade de Neurodesenvolvimento do Hospital de Dona Estefânia
Os ecrãs conquistaram um lugar central na vida das crianças, muitas vezes como ferramenta educativa, entretenimento ou “ajuda” na gestão do dia a dia familiar. Mas a que custo? A evidência científica tem vindo a associar a exposição excessiva ou desadequada a ecrãs a impactos na saúde mental, na visão, no sono e no desenvolvimento cognitivo, emocional e social da criança.
Nesta sessão conjunta com a Associação Mirabilis, será apresentada uma revisão prática e baseada em evidência sobre o impacto do uso de ecrãs na saúde global e no desenvolvimento infantil. Serão explorados os “perigos escondidos” do uso excessivo ou inadequado de ecrãs, bem como os principais sinais de alerta a que pais e médicos de família devem estar atentos.
Com forte enfoque prático, serão discutidas estratégias de intervenção, aconselhamento em consulta e recomendações concretas para a gestão do uso de ecrãs nas diferentes fases do desenvolvimento. Mais do que demonizar a tecnologia, esta sessão desafia-nos a repensar hábitos, expectativas e o papel do médico de família na proteção do desenvolvimento infantil.
Porque a infância não é um ensaio, mas sim o período mais crítico do desenvolvimento humano, esta sessão pretende capacitar médicos de família para uma abordagem equilibrada, crítica e informada, promovendo uma relação saudável com os ecrãs e contribuindo para a proteção do desenvolvimento infantil na era digital.
18:15 – 19:15
Apresentação de Trabalhos de Investigação
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderadores
Médico de Família. Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS). Escolade Medicina da Universidade do Minho
Médicade Família. Hospital CUF Trindade e Clínica CUF S. João da Madeira
CO 21 - LIVING WILL: A CROSS‐SECTIONAL STUDY ON THE PERSPECTIVE, KNOWLEDGE, AND CLINICAL USE OF GENERAL PRACTITIONERS IN PORTUGAL
Mariana Batista Maciel; Luísa Castro; Rui Nunes1
1Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
CO 57 - AVALIAÇÃO DA INSEGURANÇA ALIMENTAR NUMA POPULAÇÃO DE ADULTOS COM DIABETES TIPO 2
Ana Margarida Nogueira Coelho1, Professora Doutora Silvia Pinhão2, Professor Doutor Bruno Oliveira2
1 USF de Fânzeres - ULS Santo António, 2 Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto
CO 62 - IMPACTO DOS PEDIDOS HOSPITALARES NA CARGA ASSISTENCIAL E FINANCEIRA DE UMA UNIDADE DE SAÚDE FAMILIAR DO NORTE DO PAÍS
Francisca Ornelas1, Beatriz Serpa Pinto1, Bárbara Gameiro1, Inês Ferreira1, Maria Moreira1, Maria Fael1
1 USF Serpa Pinto
CO 95 - TEMPO PROTEGIDO PARA INVESTIGAÇÃO NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS: RECOMENDAÇÕES, IMPACTOS E ESTRATÉGIAS DE IMPLEMENTAÇÃO
Daniela Santos1, Margarida Gil Conde2, Andreia Leite3, Raquel Carmona Ramos4, Paulo Jorge Nicola5
1 Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), 2 Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, ULS de São José, Departamento de Investigação da APMGF, 3 Departamento de Epidemiologia, Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, 2. Escola Nacional de Saúde Pública, ENSP, Centro de Investigação em Saúde Pública, Comprehensive Health Research Center, CHRC, LA-REAL, CCAL, Universidade NOVA de Lisboa, Lisboa, Portugal, 4 USF Leiria Nascente, ULS Região de Leiria, Departamento de Investigação da APMGF, 5 Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Departamento de Investigação da APMGF
18:15 – 19:15
Apresentação de Relatos de Caso
Comunicações Livres
Sala Atlântico
Moderadores
Médico de Família
Médico de Família. USF Inovar, ULS Almada Seixal
CO 4 - MIELOMA MÚLTIPLO COM APRESENTAÇÃO INICIAL DE LOMBALGIA
Ruth Fortes1, Rafaela Almeida2, Sara Oliveira1, Diana Santos2
1 Usf Génesis -ULS Loures Odivelas, 2 Usf Moscavide -ULS São José
CO 27 - DILEMA DIAGNÓSTICO: HÁ CULPA OU IATROGENIA?
Fábio Bastos1, Beatriz Bernardes1, David Silva1, Marta Abreu1, José Pedro Antunes1
1 USF Arte Nova
CO 37 - ECOGRAFIA POINT-OF-CARE NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS: IMPACTO NA SUSPEIÇÃO PRECOCE DE NEOPLASIA OVÁRICA
Sofia Costa1, Tiago Almendra1, Madalena Nunes2, Rita Modesto2, Tiago Matos3
1 UCSP Albufeira - ULS Algarve, 2 USF Atlântico Sul - ULS Algarve, 3 USF da Vila - ULS Algarve
CO 46 - COMPLICAÇÃO CUTÂNEA RARA DO LINFEDEMA CRÓNICO DO MEMBRO SUPERIOR: RELATO DE CASO
Miguel Guimarães1, Catarina Novais2, Ana Margarida Cruz3
1Centro de Reabilitação do Norte - ULS Gaia Espinho, 2 UCSP Norte Mozelos - ULSEntre Douro e Vouga, 3 USF Bom Porto - ULS Santo António; ICBAS-UP
CO 100 - “DRA. TENHO UMA TRISTEZA NA BARRIGA, PARECEO CORAÇÃO DE UM BEBÉ”: QUANDO A ANAMNESE É A CHAVE PARA O DIAGNÓSTICO (RELATODE CASO)
Joana Direito1, Catarina Dias2, José Carlos Ribeiro1
1USF Pessoas, 2 USF Esgueira +
CO 102 - “JÁ SALVEI MUITAS VIDAS COM RM” - UMA REFLEXÃO DE PREVENÇÃO QUATERNÁRIA
Marta Ferraz de Abreu1, Cláudia Rainho1, José Pedro Antunes2, Fábio Bastos1
1USF Arte Nova, 2 USF Arte Nova; Departamento de Ciências Médicas, Universidadede Aveiro
18:15 – 19:15
Apresentação de Relatos de Prática
Comunicações Livres
Sala Tejo
Moderadores
Médica de Família. USF UarcoS, ULSAM
Médica de Família
CO 7 - SESSÕES ESCOLARES SOBRE SAÚDE MENTAL - O FOCO NA PROMOÇÃO DE SAÚDE
Júlia Sofia Montalvão Neves1
1 USF D. Diniz - ULS Região de Leiria
CO 48 - EMPODERAR PARA CUIDAR: UM PROJETO DE INTERVENÇÃO NA COMUNIDADE
Ana Margarida Peixoto1, Joana Albuquerque Chagas2, Ana Isabel Silva3, Sara Nabais4, Luisa Medeiros Marques5
1 USF Jardim dos plátanos, 2 USF Jardim dos Plátanos, 3 USF Dafundo, 4 USF SAO JULIAO DE OEIRAS, 5 USF LINHA DE ALGES
CO 63 - CRIAÇÃO DE UMA CONSULTA DE MEDICINA PREVENTIVA NUMA USF DO NORTE DE PORTUGAL
Francisca Ornelas1, Beatriz Serpa Pinto1, Bárbara Gameiro1, Inês Ferreira1, Maria Fael1
1 USF Serpa Pinto
CO 72 - CASUÍSTICA DE UMA CONSULTA DE SAÚDE SEXUAL EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS
Paulo Jorge Almeida Gomes1
1 USF Ribeirinha - ULS Arco Ribeirinho
CO 74 - GESTÃO EFICIENTE DE SOLICITAÇÕES EM CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS: APLICAÇÃO DA METODOLOGIA SCRUM NA PLATAFORMA OSGA
Rui Diogo Rodrigues1, Ana Póvoa1, Alice Avanzo1, Beatriz Machado1, Joana Raminhos1
1 USF Carcavelos, ULS Lisboa Ocidental
19:15 - 19:45
Receção aos novos internos sócios da APMGF
Assembleia Geral de Sócios da APMGF
Auditório
19:45 - 20:00
Assembleia Geral de Sócios da APMGF
Comunicações Livres
Auditório
08:15
Abertura do secretariado
Comunicações Livres
Auditório
08:30 - 09:45
Apresentação de Trabalhos de Investigação
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderadores
Médico de Família. USF Esgueira+, ULS Região de Aveiro. Investigador e Professor no Departamento Ciências Médicas, Universidade de Aveiro
Médico de Família. Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde (ICVS). Escola de Medicina da Universidade do Minho
CO 15 -COMPARAÇÃO DO DESEMPENHO DE MODELOS DE LINGUAGEM DE GRANDE ESCALA NO EXAMETEÓRICO FINAL DO INTERNATO DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR
Inês Rocha Ferreira Alves1, Mariana Jácome1, Catarina Santana Oliveira1, Cátia Pereira1, Carlos Seiça Cardoso2
1 USF Condeixa, ULS Coimbra, 2 ULS Coimbra
CO 16 -HÁBITOS DE USO DE ECRÃS E TECNOLOGIA DIGITAL EM ADOLESCENTES DOS 12 AOS 15 ANOS
Cláudia Álvares1, Inês Vicente Osório1, Joana Andrade Glória1, Francisca Maniés Silva1, Andreia Ramalho1
1 USF Moliceiro
CO 26 -INVESTIGAÇÃO E INOVAÇÃO EM UNIDADES LOCAIS DE SAÚDE: BARREIRAS, NECESSIDADES E FACILITADORES - UM ESTUDO QUALITATIVO MULTIPROFISSIONAL
Catarina Neves dos Santos1, Fátima Franco1, Bruno Pedrosa1
1 USF Ramada
CO 33 -NECESSIDADES FORMATIVAS E BARREIRAS NA ABORDAGEM DOS DOENTES COM COMPORTAMENTOS ADITIVOS NOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS: UM ESTUDO OBSERVACIONAL
Telmo Medeiros Guerreiro1, Leonor Nicolau2, Armando Felgueiras3, JoanaRibeiro da Silva4, Mónica Ruivo Rosa5, Vânia de Oliveira6, Raquel F. Castro7, Cristina Ribeiro8
1 USF Eça, Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd), 2 Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal, 3 TrofaSaúde Barcelos, Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd), 4 USF Anta, Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd), 5 USF Génesis, Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd), 6 USF O Basto, Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd), 7 USF Reynaldo dos Santos, Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd), 8 Grupo de Estudos de Comportamentos Aditivos (GEsCAd), Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Lisboa, Portugal
CO 47 -ASTHMA ESCAPE ROOM: UMA FORMA DIFERENTE DE APRENDER EM MEDICINA GERAL E FAMILIAR
Catarina Novais1, Ana Margarida Cruz2, Claúdia Mourato Silva3, Ana Rita Laranjeiro4, Cláudia Vicente5, Jaime Correia de Sousa6
1 UCSP Norte Mozelos - ULS Entre Douro e Vouga; Membro GRESP, 2 USF Bom Porto - ULS Santo António; ICBAS-UP; Coordenação GRESP, 3 USF Terras de Cira -ULS Estuário do Tejo; Membro GRESP, 4 USF Vita Saurium, - ULS Baixo Mondego; Membro GRESP, 5 USF Araceti - ULS Baixo Mondego; Coordenação GRESP, 6 Institutode Investigação em Ciências da Vida e da Saúde, Universidade do Minho; Membro GRESP
CO 82 -DETERMINANTES NA ESCOLHA DO LOCAL E ORIENTADOR DE FORMAÇÃO NA ESPECIALIDADE DE MEDICINA GERAL E FAMILIAR
Júlia Franco Silva1, Inês Rosendo de Carvalho e Silva, Joana Daniel Bordalo2, Joana Daniel Bordalo3
1 Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, 2 Unidade de Saúde Familiar Coimbra Centro, 3 Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro
08:30 - 09:45
Apresentação de Relatos de Caso
Comunicações Livres
Sala Atlântico
Moderadores
Médicade Família. USF Beira Saúde, ULS Castelo Branco
Médica de Família
CO 19 - 7 IDAS AO SERVIÇO DE URGÊNCIA, DESFECHO FATAL.
Marlene Paiva Ferreira1, Ana Manuela Rocha,1, Beatriz Teixeira1, Maria João Pinheiro1, Sofia Beco Moreira2
1 ULS Viseu Dao Lafoes - USF Montemuro, 2 ULS Região de Aveiro, USF Pessoas
CO 65 -DOUTORA, NÃO ENCONTRO AS CHAVES!
Vanessa Antunes Simões Dias José1, Cátia Patrícia Poêjo Sapateiro1
1 USF Aldegalega, ULS Arco Ribeirinho
CO 69 -ADDISON À ESPREITA: A DOENÇA RARA QUE SE ESCONDE EM SINTOMAS DO DIA-A-DIA
Catarina Moura Cardoso1, Carolina Pureza1
1 USF Conde da Lousã - ULS Amadora-Sintra
CO 93 - AMEDICINA CENTRADA NA PESSOA E VULNERABILIDADE MIGRATÓRIA: ESTRATÉGIAS DE ARTICULAÇÃO PARA O SUCESSO TERAPÊUTICO NUM CASO DE UMA FERIDA COMPLEXA
Juliana de Carvalho Magalhães1, Lídia Azevedo2, Joana Fernandes3, Débora Campos3
1 USF BarcelSaúde; ULS Barcelos/Esposende; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 2 USF Santo António; ULS Barcelos/Esposende;, 3 USF BarcelSaúde; ULS Barcelos/Esposende
08:45 – 09:45
A Dior está de volta? O império da qualidade contra-ataca
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médico de Família. USF Prelada, ULS Santo António. Colaborador do Departamentode Contratualização da ARS Norte. Membro do GEST
Médico da Família. USF Arte Nova, ULS da Região de Aveiro. Representante da Coordenação Regional de Saúde Mental. Fellow da European Academy of Clinical Leadership
Médica de Família. USF Carvalhido, ULS Santo António. Adjunta da Direção Clínica. Membro da Direção do Colégio de MGF. Coordenadora Executiva na DGS
Médico de Família. USF MaxiSaúde, ULS Braga. Docente da Escola de Medicina da Universidade do Minho. Membro da Coordenação Regional de Saúde Mental Norte
Médico de Família. USF Arca d`Água, ULS São João. Mestre em Gestão e Direção de Serviços de Saúde. Fellow da European Academy of Clinical Leadership
A Grelha DIOR afirmou-se, ao longo dos últimos anos, como um instrumento estruturante para o desenvolvimento organizacional das equipas, promovendo a reflexão sistemática sobre práticas, processos e resultados, e incentivando uma cultura de melhoria contínua. Trata-se de um instrumento de avaliação que constituiu uma ferramenta de aprendizagem, de alinhamento estratégico e de capacitação das equipas, contribuindo de forma decisiva para a maturidade organizacional e a qualidade dos cuidados prestados.
Com a generalização de modelos organizacionais e a consequente diluição dos processos formais de certificação que enquadravam a utilização da DiOR, emergem hoje questões críticas: que impacto teve esta perda na dinâmica de desenvolvimento das equipas? Que consequências teve na capacidade de autoavaliação, na identificação de oportunidades de melhoria e no reforço da responsabilização? E, sobretudo, como preservar e reinventar os princípios que tornaram a DiOR uma ferramenta transformadora?
Esta sessão propõe um momento de reflexão estratégica sobre o percurso da Grelha DIOR e o seu papel enquanto facilitadora do desenvolvimento organizacional. Pretende-se revisitar os seus contributos, analisar os efeitos da sua descontinuidade enquanto instrumento formal e explorar caminhos para a criação de um sucedâneo adaptado aos desafios atuais. Num momento em que a autonomia das equipas deve caminhar a par com a exigência, a transparência e a melhoria contínua, torna-se essencial repensar instrumentos que apoiem o crescimento sustentado das unidades.
10:00 - 11:00
Pequenos, mas complexos - doença aguda na primeira infância
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Pediatra. Hospital Pediátrico de Coimbra. Presidente da Sociedade Portuguesa de Pediatria
Médico de Família. Presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar
Pediatria. Hospital Pediátrico de Coimbra
Serviço de Urgência Pediátrica da ULS Coimbra
Pediatria. Hospital Pediátrico de Coimbra
Organizada em parceria com a Sociedade Portuguesa de Pediatria, nesta mesa serão abordadas algumas das causas mais importantes de doença aguda na primeira infância e com as quais os Médicos de Família são frequentemente confrontados na sua prática clínica. De forma didática, clara e concisa irão ser discutidas as doenças exantemáticas e as infeções respiratórias, permitindo que sejam sedimentados conhecimentos relativos à anamnese, diagnóstico diferencial e abordagem terapêutica destas patologias. Pediatras e Médicos de Família são desde há muito os parceiros de eleição na vigilância de Saúde Infantil e Juvenil, sendo esta uma oportunidade de eleição para partilharmos saberes entre as duas especialidades.
10:00 - 11:00
Medicina em Rede: Integração com hospital, saúde pública, autarquias e comunidade
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médico de Família. USF Prelada, ULS Santo António. Membro do GEST
Médico de Saúde Pública e Epidemiologista. Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar. Presidente da Direção do Colégio de Saúde Pública da Ordem dos Médicos.
Ortopedista. Diretor Clínico CH. Vogal Executivo ULSLO
Geógrafo. Professor Associado na Universidade de Coimbra
Num momento em que os desafios em saúde são cada vez mais complexos e interdependentes, a capacidade de trabalhar em rede surge como um fator crítico para a eficácia, equidade e sustentabilidade dos Cuidados de Saúde Primários.
A sessão abordará o desenvolvimento de projetos locais de promoção da saúde e prevenção da doença, o fortalecimento de redes de apoio dirigidas a populações em situação de maior vulnerabilidade, e o papel do planeamento em saúde ao nível municipal e intermunicipal como instrumento de transformação e alinhamento estratégico.
Pretendemos explorar novas formas de colaboração que potenciem ganhos em saúde com impacto real na vida das pessoas. Serão discutidas estratégias de promoção da literacia em saúde com base comunitária, o papel da abordagem “Saúde em Todas as Políticas” na qualificação das decisões locais, e a importância de intervir sobre os determinantes sociais da saúde através de parcerias sólidas e sustentáveis.
11:00 - 11:30
Entrega Diplomas Postgraduate Medicine
Comunicações Livres
Sala Arrábida
11:00 - 11:30
Coffe Break
Comunicações Livres
Sala Arrábida
11:30 - 12:00
Sessão Patrocinada
Comunicações Livres
Auditório
12:00 - 12:30
Sessão Patrocinada
Comunicações Livres
Auditório
12:30 - 14:00
Almoço de trabalho
Comunicações Livres
Sala 2
14:00 - 15:00
Descomplicar a Burocracia em MGF - Sessão de Perguntas e Respostas
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médico de Família. Coordenador da USF Cartaxo Terra Viva, Unidade Local de Saúde da Lezíria. Direção Nacional da APMGF
Médica de Família. Diretora clínica para os cuidados de saúde primários da ULS de Coimbra. Professora auxiliar e regente da cadeira de Medicina Geral e Familiar da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Médico de Família. Coordenador Médico do NVI do Instituto de Segurança Social, membro do conselho médico nacional do Instituto de Segurança Social. Presidente do Colégio de Competência em Peritagem Médica da Segurança Social da Ordem dos Médicos. Docente convidado FMUP, Hospital da Luz / Luz Saúde
A burocracia continua a ser uma das principais causas de frustração, ineficiência e perda de tempo no exercício da Medicina Geral e Familiar, com impacto direto na qualidade dos cuidados e no bem-estar dos profissionais. Esta sessão em formato de Perguntas e Respostas pretende criar um espaço aberto, prático e orientado para soluções, onde médicos de família possam discutir os desafios burocráticos do dia a dia e explorar estratégias para os ultrapassar.
Com enfoque em casos reais, obstáculos frequentes e oportunidades de simplificação, esta sessão convida os participantes a partilhar dúvidas, dificuldades e sugestões. O objetivo é, em conjunto, identificar caminhos de melhoria que promovam uma prática clínica mais centrada no doente, mais eficiente e menos pesada administrativamente.
14:00 - 15:00
Medicina Narrativa
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médica Interna em MGF.
Médico de Família. Investigador em Cuidados Paliativos e Ética Médica na Universidade da Beira Interior. Presidente da Comissão de Ética do Hospital Lusíadas Lisboa. Membro do Grupo de Estudos de Cuidados Paliativos (GEsPAL) da APMGF
Médico de Família. USF Inovar, ULS Almada Seixal
Esta sessão é um convite à exploração da Medicina Narrativa e a aprofundar a dimensão relacional do encontro clínico, através da escuta das histórias dos doentes. Num tempo dominado pela objetividade, protocolos e algoritmos, a Medicina Narrativa devolve-nos a profundidade do cuidado, permitindo ver o doente para além da doença, no seu contexto e na complexidade e singularidade que o caracterizam.
Esta sessão será ainda um espaço aberto de partilha e reflexão, dirigido a internos e médicos de família, onde a Medicina Narrativa se apresenta como uma ferramenta viva da prática clínica. Através da troca de experiências, da escuta atenta e da leitura do que é dito — e do que fica por dizer — propõe-se explorar o papel do médico como condutor e intérprete das histórias que se constroem na consulta.
Ao integrar as dimensões biológica, emocional, social e cultural da doença, esta abordagem prepara-nos para acolher a incerteza, a diversidade e a individualidade próprias da Medicina Geral e Familiar, regressando à superfície da prática clínica com novos sentidos, novas perguntas e uma escuta mais profunda.
14:00 - 15:00
Oficina - Asthma Escape Room
Coordenação/Dinamização: GRESP
Sala Atlântico
Coordenação/Dinamização:
GRESP
Pede-se aos participantes que tenham consigo PC ou tablet, uma ferramenta fundamental para otimizar a experiência.
15:00 - 15:30
Sessão Patrocinada
Comunicações Livres
Auditório
15:30 - 16:00
Sessão Patrocinada
Comunicações Livres
Auditório
16:15 - 17:15
Abordagem da violência familiar nos CSP
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médica de Família. UCSP Vieira do Minho, ULS Braga
Subintendente da PSP
Psicóloga Clínica e Técnica de Apoio à Vítima. Gabinete de Apoio à Vítima do Cadaval
Médica de Família. Direção Nacional da APMGF
A violência familiar constitui um grave problema de saúde pública, com repercussões físicas, psicológicas e sociais, que afetam não apenas as vítimas diretas, mas também todo o núcleo familiar e a comunidade. Nos cuidados de saúde primários, os profissionais assumem um papel estratégico na deteção precoce, intervenção e encaminhamento, sendo frequentemente o primeiro ponto de contacto para pessoas em situação de vulnerabilidade.
Esta sessão irá abordar a importância de uma resposta integrada e humanizada, baseada em evidência científica e boas práticas. Serão discutidos sinais de alerta, estratégias de comunicação para criar um espaço seguro e confidencial, e procedimentos para garantir a proteção das vítimas, respeitando princípios éticos e legais. Além disso, será explorada a articulação com redes de apoio social, serviços especializados e estruturas comunitárias, reforçando a necessidade do trabalho multidisciplinar.
O objetivo é capacitar os médicos de família para reconhecer e intervir de forma eficaz, promovendo a prevenção, a redução do impacto da violência e a melhoria da qualidade de vida das pessoas afetadas.
16:15 - 17:15
Equidade como critério: acesso, resultados e valor em MGF
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderadores
Médica de Família
Médico de Família. Médico de Família. USF Inovar, ULS Almada Seixal
Médica de Família com experiência em populações vulneráveis
Médica de família, USF Dafundo, ULSLO. Docenteda Clínica Universitária de MGF, Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa
Economista da Saúde Professor Catedrático Economiada Saúde. Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade NOVA de Lisboa
Esta sessão propõe uma abordagem integrada à equidade em saúde no contexto da MGF, partindo do reconhecimento de que a universalidade formal do Serviço Nacional de Saúde não garante, por si só, acesso equitativo ou resultados justos. Em Portugal, a inexistência de Médico de Família para uma parte significativa da população, associada a desigualdades socioeconómicas, territoriais, administrativas, linguísticas e culturais, tem impacto direto no acesso aos cuidados de saúde primários e contribui para diferenças sistemáticas e evitáveis nos resultados em saúde, particularmente entre populações pobres e migrantes.
A sessão está estruturada, iniciando-se com um enquadramento conceptual utilizando metodologias ativas por parte da moderação, seguido de três intervenções temáticas que refletem dimensões complementares da equidade em saúde. A primeira dimensão centra-se na equidade no acesso, discutindo o impacto da falta de médicos de família, das barreiras organizacionais e das desigualdades territoriais na continuidade de cuidados, bem como o papel do médico de família na mitigação dessas barreiras. A segunda dimensão aborda a equidade nos resultados em saúde, explorando a evidência de piores resultados em grupos socialmente desfavorecidos e questionando que indicadores são atualmente monitorizados na prática clínica e nos sistemas de informação, bem como quais permanecem invisíveis à avaliação rotineira. A terceira dimensão incide sobre a equidade na avaliação de tecnologias da saúde, na sua componente conómica, analisando as limitações das abordagens tradicionais de custo-efetividade, que tendem a tratar ganhos em saúde como socialmente neutros, e introduzindo conceitos como avaliação distributiva, pesos de equidade e decisões sensíveis ao contexto social.
Combinando perspetivas clínicas, de investigação e de política de saúde, e recorrendo a dinâmicas de aprendizagem ativa, a sessão pretende promover uma reflexão crítica incentivando a integração consciente da equidade como dimensão entral da qualidade e do valor em saúde.
16:15 - 17:15
Discussão de Posters
Coordenação/Dinamização: GRESP
Sala Atlântico
Investigação
Moderadores:
Médico de Família. ULS Nordeste
Médico de Família. Médico de Família. USF CelaSaúde, ULS Coimbra. Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
Médicode Família. USF Rodrigues Miguéis, ULS Santa Maria
Relato de Caso
Moderadores:
Médica de Família. USF Beira Saúde, ULS Castelo Branco
Médica de Família. Fundação Bom Sucesso
Médica de Família
Relato de Prática
Moderadores:
Médico de Família. Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal
Médico de Família. ULS Arco Ribeirinho. Faculdade Medicina Universidade de Lisboa
17:15 - 17:45
Vacinação do Adulto: um guia para a prática clínica
GRESP/APMGF
Auditório
17:45 - 18:15
Coffee Break
Comunicações Livres
Auditório
18:15 –19:30
Clube de leitura APMGF – “Leme”
Comunicações Livres
Auditório
Moderadores
Médico de Família. USF Inovar, ULS Almada Seixal
Dinamizadores:
Consultor de comunicação
Escritora
18:15 –19:30
Apresentação de Trabalhos de Investigação
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderadores
Médica de Família. USF O Basto, ULS Alto Ave
Médica de Família. UCSP Norte (Mozelos), ULS Entre Douro e Vouga
CO 28 - CARACTERIZAÇÃO E EVOLUÇÃO DOS UTENTES SUBMETIDOS A CIRURGIA BARIÁTRICA: A PERSPECTIVA DA MEDICINA GERAL E FAMILIAR
Maria Fernandes Araújo1, Joana Domingos1, Lília Tomé1, Marta Guimarães2, Diana Pinho Cruz2, Ana Quelhas2, Ricardo Oliveira Silva2, Joana Lopes2
1 ULS Entre Douro e Vouga, 2 ULS Entre Doiro e Vouga
CO 31 - PRESCRIÇÃO DE ANTICOAGULANTES ORAIS DIRETOS NA FIBRILHAÇÃO E FLUTTER AURICULAR: ANÁLISE DA ADEQUAÇÃO EM DOENTES COM COMPROMISSO DA FUNÇÃO RENAL.
Catarina Dias1, Mariana Saraiva1, Catarina Viegas1, Paula Pinto1, Luís Monteiro1
1 USF Esgueira+, ULS Região de Aveiro
CO 40 -PROJETO AR: DA CARACTERIZAÇÃO DE RISCO À AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA DE UMAPOPULAÇÃO FUMADORA
Juliana de Carvalho Magalhães1, Joana Fernandes2, Márcia Novais3, Pedro Pereira2, João Santos2
1 USF BarcelSaúde; ULS Barcelos/Esposende; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 2 USF Barcel Saúde; ULS Barcelos/Esposende, 3 USF Sete Caminhos, ULS Santo António
CO 78 -PERSPETIVAS DE INTERNOS E ORIENTADORES SOBRE A UTILIZAÇÃO DE ATIVIDADESPROFISSIONAIS CONFIÁVEIS NA AVALIAÇÃO DA COMUNICAÇÃO CLÍNICA EM MGF
Joana Silva Monteiro1, Laura Ribeiro1, Paulo Santos1
1 Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
CO 98 -PSORÍASE: DOENÇA CUTÂNEA OU ICEBERG SISTÉMICO? - QUANDO A PELE CONTA APENASPARTE DA HISTÓRIA
Marta Ferraz de Abreu1, José Pedro Antunes2, Andreína Fernandes1, Inês Pedra1, Fábio Bastos1
1 USF Arte Nova, 2 USF Arte Nova; Departamento de Ciências Médicas, Universidade de Aveiro
18:15 –19:30
Apresentação e discussão de Protocolos
Comunicações Livres
Sala Atlântico
Moderadores
Médico de Família. Professor Associado com agregação da FMUP. Diretor do Mestrado em Cuidados de Saúde Primários da FMUP
Médica de Família. ULS Região de Leiria
CO 5 - INFLUÊNCIA DO DÉFICE HORMONAL NO DIAGNÓSTICO DE FIBROMIALGIA EM MULHERES NA PERIMENOPAUSA
Rafaela Moreira Almeida1, Diana Santos1
1 Usf Moscavide -ULS São José
CO 42 - AVALIAÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE PREVENÇÃO DE QUEDAS NO DOMICÍLIO EM PESSOAS IDOSAS: UM ESTUDO DE INVESTIGAÇÃO
Juliana de Carvalho Magalhães1, Lídia Azevedo2, Diana Gonçalves Silva3, Oriana G. Hierro4, Andreia Sousa Miranda4
1 USF BarcelSaúde; ULS Barcelos/Esposende; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, 2 USF Santo António; ULS Barcelos/Esposende;, 3 USF Calecia; ULS Barcelos/ Esposende, 4 USF Esposende Norte; ULS Barcelos/Esposende
CO 85 - PROJETO DE GARANTIA E MELHORIA CONTÍNUA DA QUALIDADE DA ADEQUAÇÃO DA PRESCRIÇÃO DE UROCULTURAS
Lídia Azevedo1, Diana Gonçalves Silva2, Andreia Sousa Miranda3, Oriana G. Hierro3, Juliana de Carvalho Magalhães4
1 USF Santo António; ULS Barcelos/Esposende, 2 USF Calecia; ULS Barcelos/Esposende, 3 USF Esposende Norte; ULS Barcelos/Esposende, 4 USF BarcelSaúde; ULS Barcelos/Esposende; Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
08:15
Abertura do secretariado
Comunicações Livres
Auditório
08:45 – 09:45
Tribunal dos Indicadores – Indicadores em MGF: culpados ou inocentes?
Comunicações Livres
Auditório
Dinamização:
Médico de Família. USF Prelada, ULS Santo António. Colaborador do Departamento de Contratualização da ARS Norte. Membro do GEST
Médico de Família. USF MaxiSaúde, ULS Braga. Docente da Escola de Medicina da Universidade do Minho. Membro da Coordenação Regional de Saúde Mental Norte
Médica de Família. USF Carvalhido, ULS Santo António. Adjunta da Direção Clínica. Membro da Direção do Colégio de MGF. Coordenadora Executiva na DGS
Médico da Família. USF Arte Nova, ULS da Região de Aveiro. Representante da Coordenação Regional de Saúde Mental. Fellow da European Academy of Clinical Leadership
Médico de Família. USF Arca d`Água, ULS São João. Mestre em Gestão e Direção de Serviços de Saúde. Fellow da European Academy of Clinical Leadership
E se os indicadores fossem a julgamento?
Nesta sessão plenária, a contratualização e os indicadores em Medicina Geral e Familiar saem do PowerPoint e entram num tribunal simbólico, com acusação, defesa e juiz em palco — e um júri muito especial: o público.
Num formato dinâmico, provocador e interativo, dois advogados de acusação e dois de defesa confrontam argumentos, exemplos reais e dilemas do terreno, discutindo a utilidade, os limites e os efeitos reais dos indicadores na prática clínica e nas equipas.
Ao longo da sessão, o público é chamado a intervir, questionar e refletir, culminando num veredicto final coletivo, votado em tempo real.
A sessão tem como objetivo promover uma reflexão crítica, informada e prática sobre os indicadores em MGF: para que servem (e para que não servem), quando ajudam a melhorar cuidados e quando passam a distorcer a prática clínica.
Uma sessão para pensar, participar, aprender e divertir-se, e sair com mais perguntas — e melhores ferramentas — do que aquelas com que entrou.
08:45 – 09:45
O impacto decisivo do Médico de Família no controle da Tuberculose: da prevenção ao tratamento
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médica de Família. Direção Nacional da APMGF
Diretora do Programa Nacional para a Tuberculose da DGS
Médica de Família. Médica na Unidade de Prevenção de Tuberculose do Centro de Diagnóstico Pneumológico/CRC-B de Aveiro, ULS Região de Aveiro.
Os médicos de MGF são profissionais essenciais na redução da incidência de tuberculose. Ao identificar populações vulneráveis, identificar quem necessita de rastreio e detetar precocemente sinais de doença ativa, contribuem decisivamente para o controlo da TB. Esta mesa apresenta ferramentas práticas de diagnóstico de infeção, algoritmos de decisão clínica e estratégias de referenciação, capacitando os profissionais para uma atuação preventiva e terapêutica eficaz.
10:00 – 11:00
APMGF Open Meeting - Conversas com a Direção Clínica
Comunicações Livres
Auditório
Moderação
Médico de Família. Presidente da APMGF
Médica de Família. Competência em Gestão dos Serviços de Saúde, da Ordem dos Médicos
Médico de Família. ULS Amadora/Sintra
Médico de Família. USF MaxiSaúde, ULS Braga. Docente da Escola de Medicina da Universidade do Minho. Membro da Coordenação Regional de Saúde Mental Norte
Esta sessão pretender ser uma conversa aberta e frontal entre todos os colegas presentes, contando com a intervenção de palestrantes e moderadores que já foram, ou ainda são, Diretores Clínicos dos Cuidados de Saúde Primários. A ideia é discutirmos de forma livre e transparente qual o efetivo papel (atual e potencial) da Direção Clínica dos CSP numa ULS, analisando as reais competências desta função, as limitações e possibilidades existentes, bem como abordar algumas regras e procedimentos inerentes à Gestão Pública. Considerando a diversidade dos contextos de exercício dos vários intervenientes, esta partilha permitirá trocar experiências, percebendo como replicar o que já se faz bem e de que forma podemos melhorar alguns pontos menos positivos.
10:00 – 11:00
Cuidados às Pessoas Mais Velhas
Comunicações Livres
Sala Arrábida
Moderação
Médica de Família. Direção da APMGF
Médica de Família. Coordenadora do GESI
Representante da Direção-Geral da Saúde
Médico de Família com competência em Geriatria pela Ordem dos Médicos. USF S. João do Porto, ULS Santo António
Médica de Família com competência em Geriatria pela Ordem dos Médicos. USF Rainha D. Amélia, ULS de Santo António Professora Auxiliar Convidada na Escola de Medicina da Universidade do Minho
O envelhecimento demográfico é hoje um dos maiores desafios e oportunidades da Medicina Geral e Familiar (MGF). Esta sessão plenária propõe uma reflexão estratégica sobre como cuidar melhor das pessoas mais velhas, colocando a vigilância, a prevenção e a integração de cuidados no centro da prática clínica e da organização dos cuidados de saúde primários.
Partindo do trabalho em curso entre o Grupo de Estudos de Geriatria, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e a Direção-Geral da Saúde, a sessão irá discutir o desenvolvimento de um Programa Nacional de Vigilância das Pessoas Mais Velhas e o seu impacto na prática da MGF.
Através de um formato dinâmico e interativo, a sessão articula três perspetivas complementares (institucional, formativa e clínica), discutindo o que o sistema de saúde precisa de mudar, o que os profissionais necessitam de aprender e o que acontece na prática quotidiana das consultas. Serão abordados temas como a identificação precoce da fragilidade, a avaliação geriátrica exequível e a transformação da avaliação em cuidados efetivos e integrados.
Uma sessão para pensar o futuro da Medicina Geral e Familiar, reforçar o seu papel central nos cuidados às pessoas mais velhas e contribuir para um sistema de saúde mais integrado, sustentável e alinhado com as necessidades reais da população.
11:00 – 11:30
Coffee Break
Comunicações Livres
Sala 1
11:30 – 12:00
Pirilampos e a medicina familiar: saúde planetária, esperança e futuro
Conferência de Encerramento
Auditório
Médica de família e comunidade, investigadora e escritora brasileira
Os pirilampos estão a desaparecer em Portugal, ameaçados pela poluição luminosa, perda de habitat e utilização de pesticidas, com quatro espécies a serem incluídas na Lista Vermelha da UICN. A partir dos pirilampos, nesta conferência irá se caminhar pelos factos das alterações climáticas e impacto na prática dos profissionais de saúde. Além de se discutir sobre como as alterações ambientais já estão agora a ter um efeito tangível na saúde humana e colocam em perigo décadas de progressos na área da saúde pública. A reflexão proposta caminha sobre a saúde planetária e o que as médicas e os médicos de família podem fazer na sua prática. Estas sementes de imaginação, arte e futuro dos Cuidados de Saúde Primários propõe à audiência que somos natureza e estamos interligados.
12:00 – 13:00
Cerimónia de Encerramento
Comunicações Livres
Auditório
Moderadores
Entrega do Prémio de Fotografia
Entrega bolsas de apoio à investigação
Entrega dos Prémios de Comunicações Orais e Posters
